EFEMÉRIDES DO CALANGO

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13 outubro, 2017

Monumento ao rato de laboratório

O monumento ao rato de laboratório é uma escultura de cerca de 70 cm, instalada sobre um pedestal de 2,5 m, localizada na cidade de Novosibirsk, na Sibéria, Rússia.
Encontra-se em frente ao Instituto de Citologia e Genética da Academia Ciências da Rússia e foi concluído em 1º de julho de 2013, coincidindo com os 120 anos de fundação da cidade.

De acordo com Nikolai Kolchanov, diretor do instituto, o monumento representa a gratidão da humanidade pelo animal que é utilizado em pesquisas genéticas, para entender mecanismos biológicos e fisiológicos, no desenvolvimento de novas drogas e na cura de doenças.

Fonte: Wikipédia

04 abril, 2017

O peixinho com 'mordida de heroína'


​Cientistas britânicos e australianos constataram que o fang blenny, natural de corais do Oceano Índico, se defende de predadores ministrando opioides - um composto similar à morfina e à heroína, que causa uma queda súbita na pressão sanguínea e, aparentemente, distrai o predador por tempo suficiente para que a presa escape.

Peixes com algum tipo de mordida venenosa normalmente produzem dores imediatas. Por isso, o fang benny aguçou a curiosidade dos cientistas: eles queriam entender por que sua mordida era indolor.

A nova descoberta é uma amostra da importância de preservação dos recifes de coral, ameaçados pelo aumento na temperatura dos oceanos.

"Corremos o risco de extinguir uma espécie que pode conter algo útil para os humanos. Podemos estar destruindo um recurso antes mesmo de encontrá-lo", explica Nicholas Casewell, cientista da Liverpool School of Tropical Medicine.

"Seu veneno pode ser a fonte da mais nova droga analgésica do mercado, mas podemos perder a chance de desenvolvê-la se extinguirmos o habitat desta e de outras criaturas vivendo em corais." - diz Bryan Fry da Universidade de Queensland.

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Fonte: G1

26 novembro, 2016

Uma página de um livro de ciências antigo...

Embora haja um pequeno erro (o diâmetro de Mercúrio aceito atualmente é de 3.032 milhas), acho sensacional esse tipo de ilustração. Traz concretude para o que é ensinado.

04 janeiro, 2016

Você sabia que a tabela periódica já tem 118 elementos e completou a sétima linha?

A tabela periódica, que agrupa os elementos químicos em função de sua composição química e propriedades, terá mais quatro novos elementos e, assim, completará a sua sétima linha.

Os novos elementos – 113, 115, 117 e 118 – foram descobertos por cientistas do Japão, da Rússia e dos Estados Unidos e confirmados pela Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada, na sigla em inglês). Esses são os primeiros elementos a serem adicionados à tabela desde 2011, quando foram incluídos os 114 e 116. A tabela foi criada pela primeira vez em 1869 pelo cientista russo Dmitri Mendeleyev.


Clique na tabela para baixar em PDF
 
De acordo com o jornal britânico "The Guardian", a Iupac anunciou que uma equipe de cientistas –composta por russos e americanos do Instituto de Pesquisa Nuclear em Dubna, na Rússia, e o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, produziram provas suficientes para afirmar a descoberta dos elementos 115, 117 e 118. A descoberto do elemento 113, que também havia sido reivindicado pelos cientistas russo-americanos, foi concedida a uma equipe de cientistas do Japão, do Instituto Riken.

Kosuke Morita, que liderava a pesquisa em Riken, disse ao jornal britânico que sua equipe agora pretende "olhar para o território inexplorado do elemento 119 e além." Ryoji Noyori, ex-presidente do Instituo Riken e Prêmio Nobel de química, disse que "para os cientistas, esta é de maior valor do que uma medalha de ouro olímpica ".

"A comunidade química está ansiosa para ver sua tabela mais querida finalmente ser concluída até a sétima lina", disse o professor Jan Reedijk, presidente da Divisão de Química Inorgânica da Iupac.

Os novos elementos, que atualmente têm nomes de espaço reservado, serão oficialmente nomeados pelas equipes que os descobriram nos próximos meses –o 113 será o primeiro a ser nomeado na Ásia. Morita ainda não decidiu o nome do elemento, mas "Japonium" é um candidatos.

Eles podem ser nomeado após um conceito mitológico, um mineral, um lugar ou país, uma propriedade ou um cientista. Por enquanto, os elementos foram nomeados como unúntrio (Uut ou elemento 113), ununpentium (Uup, 115), ununseptium (Uus, 117) e ununoctium (Uuo, 118).


12 fevereiro, 2015

Heróis do Clima, de Caco Galhardo, uma divertida maneira de entender toda essa discussão sobre aquecimento global

PDF | 8,14 Mb | Link direto

Com 52 páginas, Heróis do Clima conta a história da ciência do clima por meio de dois personagens que vivem em Marte, no ano de 2072. Um avô e seu neto conversam sobre a Terra e sobre como pesquisadores, líderes mundiais e cidadãos comuns constataram a realidade e as consequências do aquecimento global, abordando termos e conceitos como efeito estufa, concentração de emissões de gases atmosféricos, dentre eles o CO2, e Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).

O roteiro é de Caco Galhardo e do jornalista e designer Alessandro Meiguins, que pesquisou o assunto e entrevistou especialistas da área ao longo de um ano. Juntos, procuraram transformar uma complexa história em algo acessível.

09 novembro, 2014

Transplante de células faz paralítico voltar a andar

Em 2010, Darek Fidyka, um polonês de 40 anos, foi atacado a golpes de faca que o deixaram paralítico e sem esperança de um dia voltar a andar.

Isto até pouco tempo atrás. Graças a um novo tratamento com transplante de células, Darek ganhou novamente sensibilidade nas pernas e boa parte do seus movimentos.

Uma equipe de pesquisa do Institute of Neurology, da University College London (Reino Unido), desenvolveu um tratamento com células retiradas do sistema olfatório de Darek, mais especificamente as células glia olfatórias, do bulbo olfatório, para regenerar a coluna que foi partida.

O sistema olfatório é interessante: toda vez que cheiramos algo, as moléculas do odor entram em contato direto com as células nervosas, danificando-as. As células glia olfatórias, ou olfactory ensheathing cells (OECs) em inglês, fornecem um caminho para as fibras nervosas se regenerarem.

Uma das vantagens de usar o bulbo olfatório do próprio paciente é que não há perigo de rejeição, e não há a necessidade de tomar medicação anti-rejeição. Embora o procedimento nunca tenha sido usado em seres humanos, ele já havia sido testado em animais.
 

Em um primeiro procedimento cirúrgico, a equipe retirou um dos bulbos olfatórios de Darek e colocou as células em uma cultura. Duas semanas mais tarde, as OECs foram implantadas na sua coluna, unindo os nervos que haviam sido seccionados no ataque. Cerca de 500.000 células foram colocadas em 100 microinjeções acima e abaixo do ferimento.

Além disso, quatro finos feixes nervosos retirados do calcanhar do paciente foram colocados no espaço vazio de 8mm à esquerda do nervo. Os cientistas acreditam que as células implantadas permitiram a recriação de um caminho nervoso entre os enxertos de nervos e os nervos da espinha.
Darek, que antes da cirurgia fazia tratamento de fisioterapia sem mostras de evolução, começou a apresentar melhoras. Seis meses após a cirurgia, fez a sua primeira tentativa de caminhar ao longo das barras paralelas, apoiando-se nelas.

Atualmente, dois anos depois do tratamento, ele pode caminhar ao ar livre usando um apoio, recuperou a sensibilidade na bexiga e intestino, e também a função sexual.

08 novembro, 2014

Já temos raio trator!!!

Lembra quando uma nave é puxada por outra em filmes de ficção científica? Pois é, aquilo se chama raio trator e... já existe!

Cientistas criaram um raio trator que pode arrastar objetos a distâncias de até 20 centímetros. Você pode pensar: “Mas, poxa, 20 cm não é nada”.

Contudo, para esse tipo de equipamento, essa distância não só é enorme como ultrapassou todas as fronteiras estabelecidas em experiências anteriores, já que o recorde era cerca de 100 vezes menor.

O laser, que tem forma de uma rosquinha gigante – formato que estamos acostumados a ver em filmes de ficção científica -, também é reversível, o que significa que pode repelir ou atrair objetos.

Ele utiliza espécies de pinças ópticas que agarram moléculas no ar e as suspendem em uma armadilha, capturando-as. Essa tecnologia também permite que os cientistas manipulem com precisão e movam essas moléculas.

E mover uma molécula a uma distância de 20 cm é algo realmente incrível.

No futuro, estes feixes do raio trator podem ser usados para estudar os poluentes atmosféricos, por exemplo, ou para recuperar partículas de um material delicado para análises em laboratório. O que significa que essa tecnologia abre um mundo de novas possibilidades para diversas áreas de pesquisa.

Raios tratores anteriores já eram capazes de fazer experiências utilizado o impulso de partículas de luz (chamados de fótons) para transmitir movimento. Mas o último dispositivo criado é diferente. Ele usa a energia do laser para aquecer as partículas e o ar à sua volta.

Para criar esse novo dispositivo, os pesquisadores usaram um feixe de laser oco em um laboratório da Universidade Nacional Australiana (ANU), em Canberra. O laser é brilhante em torno das arestas e escuro no seu centro. Eles então usaram esse laser para manipular esferas de vidro ocas com cerca de um quinto de milímetro de diâmetro.

As partículas ficam presas no centro do feixe de escuro. Então a energia do laser atinge a partícula e percorre ao longo da sua superfície, onde é absorvida e cria pontos quentes. Depois, partículas de ar que colidem com esses pontos quentes consequentemente se aquecem e são atiradas para fora da superfície, o que faz com que a partícula recue na direção oposta.

Mudando a polarização do feixe de laser (a direção em que as ondas de luz vibram), eles foram capazes de mover a posição do ponto de acesso para manipular as esferas de vidro.

18 maio, 2014

Transplante de corações de porcos em babuínos são realidade e predizem o que acontecerá com humanos

Cientistas do Programa de Pesquisa de Cirurgia Cardiotorácica do Instituto do Coração, Pulmão e Sangue nos Estados Unidos relataram que um babuíno ainda está vivo depois de receber um coração transplantado de um porco. O babuíno tem vivido com o coração instalado em seu abdômen há mais de um ano.
Portrait_Of_A_Baboon
Sua longevidade é um marco. Anteriormente, quando os pesquisadores tentaram transplantar corações de porcos em primatas, os corpos dos animais rejeitavam os transplantes dentro de seis meses. Em última análise, os pesquisadores querem fazer corações de suínos para transplante em humanos. Os porcos poderiam fornecer uma maior oferta do órgão do que doadores humanos, fechando a trágica lacuna entre a oferta e a demanda.

Corações de suínos são promissores porque se aproximam o suficiente da anatomia dos corações humanos. Os médicos também já usaram válvulas cardíacas retiradas de porcos e vacas em cirurgias humanas. Parece, no entanto, que os corações de suínos são um pouco estranhos para os órgãos dos primatas os aceitarem facilmente.

Em estudos anteriores, os corações provocaram uma resposta imune massiva nos primatas para os quais foram transplantados. Essas respostas podem ser mortais e elas têm sido um grande obstáculo para o desenvolvimento dos transplantes de coração de porco. Ainda temos muito anos pela frente antes que corações de suínos estejam prontos para pacientes humanos – isso se um dia chegarmos a esse ponto.

Para fazer corações que os babuínos – e, no futuro, seres humanos – não rejeitassem, a equipe do Instituto do Coração, Pulmão e Sangue trabalhou com porcos especialmente projetados para terem alguns genes humanos e não terem alguns genes de porco. Os pesquisadores também deram aos seus babuínos medicamentos para suprimir seu sistema imunológico. (Pacientes humanos tomam medicamentos imunossupressores quando passam por transplantes de órgãos, de modo que a prática não é incomum.)

O que teria feito os transplantes funcionarem foi este equilíbrio entre engenharia genética e drogas supressoras do sistema imunológico. Os estudiosos relatam que quando tentaram usar outros regimes de medicamentos, seus babuínos morreram em menos de um ano. Os babuínos que receberam corações de porcos não geneticamente modificados rejeitaram os corações dentro de apenas um dia.

Agora que a equipe mostrou que corações de suínos são capazes de ficar dentro de primatas de forma segura, o próximo passo será realmente substituir os corações dos babuínos por corações de porcos. O babuíno deste estudo tem um coração de porco em seu corpo ao lado de seu próprio coração, que está fazendo todo o trabalho.

Tal estudo ainda não foi publicado em uma revista renomada ainda, mas seus autores o apresentaram no final de abril na reunião anual da Associação Norte-Americana de Cirurgia Torácica.

03 abril, 2014

Tranplante parcial de crânio... com uma peça impressa em 3D!!!

Uma mulher com uma doença óssea rara teve muito da parte superior de seu crânio substituído por um pedaço de plástico 3D impresso. Três meses depois, ela está de volta ao trabalho e sem sintomas.
A condição da mulher fez seu crânio aumentar de espessura, dando-lhe fortes dores de cabeça e afetando sua visão. A cirurgia, realizada no Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, deu à mulher um substituto que combinasse com a forma original de seu crânio.
“É quase impossível dizer que ela já teve a cirurgia”, disse o cirurgião chefe, Bon Verweij, em um comunicado da universidade. A equipe de Verweij já havia usado a impressão 3D para substituir algumas partes de crânios, mas nunca a este ponto.
E o uso de impressoras 3D na medicina não deve se limitar a prótese de ossos. Pesquisadores já estão trabalhando em impressão 3D de tecidos moles que sejam seguros para transplantes. (notícia de 26/3/2014)

31 janeiro, 2014

Não existem buracos negros! E quem diz isso é Stephen Hawking!

Ficheiro:Stephen Hawking 050506.jpg
Um artigo publicado pelo físico Stephen Hawking na última semana tem provocado burburinho no mundo científico. Sendo ele próprio um dos criadores da teoria moderna sobre os buracos negros, ele afirmou no artigo que o fenômeno pode não existir.

O cientista parte da ideia de que a teoria corrente por trás dos buracos negros não se confirma sob a ótica da teoria quântica, somente sob a ótica da relatividade. Ele disse à revista “Nature” que, enquanto a teoria clássica afirma que não há como escapar de um buraco negro, a teoria quântica “permite que energia e informação escapem de um buraco negro”.

A teoria clássica, citada por Hawking, prevê a existência de um “horizonte de eventos” no buraco negro. Trata-se de uma região próxima de um buraco negro na qual a gravidade é tão forte que nada consegue escapar, nem mesmo a luz. É justamente a existência desse fenômeno que é contestada pelo físico em seu novo artigo.

 “A ausência de um horizonte de eventos significa que não há buracos negros – no sentido de regimes dos quais a luz não pode escapar para o infinito”, diz o artigo de Hawking.

Há cerca de um ano e meio, cientistas do Instituto Kavli de Física Teórica, em Santa Barbara, nos Estados Unidos, já haviam proposto uma teoria que levava em conta as regras da mecânica quântica – que rege o comportamento de partículas minúsculas como moléculas, átomos e elétrons – sobre a ação dos buracos negros.

Enquanto a teoria clássica defende que um objeto, ao passar pelo horizonte de eventos, é “sugado” de forma suave para dentro do buraco negro, a teoria formulada no Instituto Kavli defende que, ao atingir o horizonte de eventos, o objeto seria imediatamente reduzido a seus elementos fundamentais e, na prática, dissolvido. Isso por causa da presença de uma região altamente energética, batizada pelos cientistas de “firewall”.

A ideia para o artigo de Hawking, segundo a revista “Nature”, surgiu depois de uma conferência que Hawking fez via Skype em agosto de 2013 em uma reunião sobre "firewalls" organizada pelo Instituto Kavli. O físico propõe uma ideia que seja consistente tanto com a teoria quântica quanto com a relatividade.

Hawking descreve no artigo que o que existe no buraco negro não é nem o horizonte de eventos nem o "firewall", mas um “horizonte aparente”. Esse fenômeno seria capaz de reter e manter a matéria temporariamente, com a possibilidade de liberá-la posteriormente, porém em um formato totalmente distorcido e "bagunçado". Em suma, não seriam buracos negros, mas 'buracos cinzas'.

“O objeto caótico em colapso irá irradiar de forma determinística, porém caótica. Será como a previsão do tempo na Terra. Ela é determinada, mas caótica, então há perda efetiva de informação. Não é possível prever o clima com mais de alguns dias de antecedência”, compara Hawking, na conclusão de seu artigo.

Em entrevista à “Nature”, o físico Don Page, especialista em buracos negros da Universidade de Alberta, no Canadá, afirma que a nova teoria de Hawking é plausível, porém radical ao apresentar a possibilidade de que “qualquer coisa, em princípio, poderia sair de um buraco negro”.

O artigo de Hawking, foi publicado na quarta-feira passada (22) na plataforma "ArXiv.org", arquivo online mantido pela Universidade de Cornell para artigos científicos nas áreas de física, matemática, ciência da computação, biologia, finanças e estatística. Se quiser ler o artigo de Hawking, clique aqui!

Fonte: G1 e Hypescience

22 janeiro, 2014

Criada a primeira célula de plástico funcional

Os cientistas têm se esforçado para criar vida artificial, conseguindo produzir paredes celulares e até mesmo DNA sintético. Agora, uma equipe de químicos conseguiu produzir uma célula funcional feita de polímeros.

Esta é a primeira célula eucariótica – isto significa apenas que ela contém um núcleo e outras subunidades conhecidas como organelas dentro da sua membrana – a ser feita de plástico. As células eucarióticas são os blocos fundamentais de toda a vida complexa, tornando-se plantas e animais, e suas organelas que permitem que desempenhem funções especializadas que variam de célula para célula.
This Is the World's First Working Cell Made From Plastic

Utilizando uma gota de água como uma estrutura de base, os investigadores na Universidade de Radboud, em Nijmegen, na Holanda, inseriram pequenas esferas de poliestireno cheias de enzimas para ocupar o papel de núcleo e organelas, então encapsularam todo esse material com um revestimento de um polímero no lugar de uma parede celular.

O resultado é uma estrutura compartimentada, que se assemelha a uma célula real. Mas, o melhor de tudo, a novidade é realmente capaz de realizar processos químicos de várias etapas, como uma célula normal. Neste caso, após uma cascata de reações químicas, eventualmente, vê-se as células brilhando no escuro – prova de que ela está realmente trabalhando. Resultados similares foram obtidos usando lípidos antes, mas estas células à base de polímeros são mais resistentes.

Pode não soar como algo muito importante, porém essa é uma grande conquista, não apenas para a biologia sintética, mas também para a química. Como as células são tão incrivelmente eficientes na execução de processos químicos, a esperança é de que empreendimentos como este permitirão que os químicos desenvolvam técnicas novas, de pequena escala, que poderiam ser usados ​​para conduzir tudo, desde fotossíntese artificial até a produção de biocombustíveis. Nada mal para um pequeno pedaço de plástico.

21 novembro, 2013

Cientista de Harvard descobre gene regenerativo do Wolverine

O cientista George Daley, da Universidade de Medicina de Harvard, descobriu acidentalmente um gene com poder semelhante ao do personagem Wolverine. Ou seja, consegue acelerar a cicatrização de sangramento e lesões.

Wolverine
O gene se chama Lin28a. Ele se forma no organismo quando o bebê ainda está em formação na barriga da mãe. O problema é que o gene perde força ao longo do crescimento do ser humano, como se adormecesse.

Mas Daley acredita que é possível despertar esse gene em pessoas adultas. Ao fazer isso, seria possível acelerar o processo de cicatrização de tecidos, algo muito importante em cirurgias e outros processos cirúrgicos.

O cientista descobriu esse poder do gene enquanto fazia experimentos sobre o câncer. Daley e sua equipe fizeram pequenos furos nas orelhas das cobaias com o gene Lin28a. Foi quando repararam que os furos se regeneraram quase instantaneamente. Então, fizeram cortes nos dedos dos pés e rasparam os pelos das costas. E o gene fez com que crescessem em uma velocidade mais rápida que a habitual.

Os pesquisadores acreditam que o gene pode estar ligado a um sistema de autorrenovação das células-tronco. Isso daria aos pacientes habilidades especiais de regeneração. "Parece ficção científica, mas Lin28a poderia ser parte de um coquetel de cura que daria aos adultos a capacidade de reparação dos tecidos", disse Daley.

20 agosto, 2013

Solução para a seca: 'Água em pó'!?!

Foto: Solid RainNas últimas semanas, muitos se empolgaram com um produto que afirmam ter potencial para superar o desafio global de se cultivar em condições áridas.

Denominado "Chuva Sólida", ele é um pó capaz de absorver enormes quantidades de água e ir liberando o líquido aos poucos, para que as plantas possam sobreviver em meio a uma seca.

Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do material, que é um tipo de polímero absorvente originalmente criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

Nos anos 1970, o USDA desenvolveu um produto superabsorvente feito de um tipo de goma. Ele foi usado principalmente na fabricação de fraldas.

Mas um engenheiro químico mexicano chamado Sérgio Jesus Rico Velasco via no produto um potencial que ia além de deixar bebês sequinhos.

Ele então desenvolveu e patenteou uma versão diferente da fórmula, que pode ser misturada com o solo para reter a água.

O engenheiro vem vendendo a "Chuva Sólida" no México há cerca de 10 anos. Sua empresa afirma que o governo mexicano testou o produto e concluiu que a colheita poderia ser ampliada em 300% quando ele era misturado ao solo.

Segundo Edwin González, vice-presidente da empresa Chuva Sólida, o produto agora vem atraindo um interesse cada vez maior, já que crescem os temores por falta de água.

"Ele funciona encapsulando água e pode durar 8 a 10 anos no solo, dependendo da qualidade da água. Se você usar água pura, ele dura mais."



Veja mais informações na BBC Brasil

22 março, 2013

Deus, o universo e o resto das coisas

Esse post é uma reedição de um de 2009. Naquele, o documentário que irão assistir estava para download em 8 partes no Rapidshare!!! Tempos antigos, quase imemoriais...

Pois bem, hoje vocês irão assistir este documentário da década de 80 que encontrei, primeiramente para baixar, no Vintage69.

Este programa faz trintões quarentões como eu retornarem à época do ensimo médio. Verdadeiramente antológico e absolutamente atual, uma vez que o campo abordado nesta conversa não teve grandes avanços nos últimos 21 anos.

Trata-se de um especial para a TV, de 1988, onde Carl Sagan (via satélite), Arthur C. Clarke e Stephen Hawking conversam por quase uma hora sobre a temática do então recém-lançado livro de Stephen Hawking, Uma breve história do tempo. Foram discutidos durante a conversa, intitulada "Deus, o universo e o resto das coisas", temas como o Big Bang, Deus, a nossa existência, bem como a possibilidade de vida extraterrestre.

Detalhes interessantes que mostram, ao mesmo tempo, como o Calango está ficando velho e como a tecnologia evoluiu rápido nos últimos 20 anos: o telescópio Hubble ainda não tinha sido lançado, uma das sondas Voyager levou um LP como mensagem a extraterrestres, o computador utilizado por Clarke no especial leva quase um minuto para renderizar uma imagem fractal, entre outras coisas.

27 janeiro, 2013

Engenharia reversa aplicada em vagalumes possibilita LEDs 55% mais luminosos

vagalume
Vaga-lumes são insetos bem conhecidos que brilham à noite para atrair parceiras para um encontro romântico. Sua luz é produzida por uma reação química em células especializadas, chamadas fotócitos.

A luz criada é emitida através de uma parte do exoesqueleto do inseto chamada de cutícula. Como a luz viaja mais lentamente na cutícula que no ar, parte dela é refletida de volta para os fotócitos, diminuindo o brilho.

Entretanto, a geometria da superfície da cutícula de alguns vaga-lumes parece minimizar as reflexões internas, o que significa que mais luz escapa para atingir os olhos de potenciais parceiras românticas.
cutícula

Com a ajuda de microscópios eletrônicos, a equipe que reúne pesquisadores da Bélgica, França e Canadá deu uma espiada na estrutura interna dos vaga-lumes do gênero Photuris e descobriu “escamas” nas cutículas.

Com simulações de computadores, os pesquisadores viram como estas cutículas ajudaram a diminuir os problemas de reflexão interna dos insetos. E, dado que as luzes artificiais fabricadas pelo ser humano sofrem do mesmo problema, eles resolveram aplicar a mesma tática em uma série delas.

A equipe acrescentou uma camada de material sensível a luz com formato rugoso (o mesmo padrão visto nos vaga-lumes) criado por lasers a um LED de nitreto de gálio. Segundo os cientistas, a eficiência de um LED pode melhorar em 55% desta forma.

Eles admitem que não é o primeiro melhoramento feito em LEDs que foi inspirado pela natureza, mas apontam que este é o maior ganho de eficiência já obtido com uma técnica deste tipo. O próximo passo é fazer a engenharia reversa de outras espécies diferentes de vaga-lumes que podem ser até mesmo mais eficientes.

31 dezembro, 2012

Use os seios para turbinar sua relação! Ou... Porque os homens gostam tanto de seios!

seios
Em artigo recente para o Huffington Post, Larry Young e Brian Alexander, autores do livro The Chemistry Between Us: Love, Sex, and the Science of Attraction (“A Química entre Nós: Amor, Sexo e a Ciência da Atração”, sem edição no Brasil), sugerem que essa atração por seios que começa pouco depois do nascimento dura a vida inteira.

Ao nascer, escrevem os autores, a criança manipula os seios da mãe em busca de alimento. Esse gesto faz com que o cérebro da mãe libere oxitocina, que, além de estimular a liberação de leite, faz com que a mãe passe a focar na criança. “O filho se torna a coisa mais importante do mundo”, apontam. Agindo em conjunto com outro hormônio (dopamina), a oxitocina causa uma sensação agradável durante a amamentação e ajuda a formar o laço entre mãe e filho.

Seres humanos, apontam Young e Alexander, estão entre os raros animais que fazem sexo cara-a-cara. “Nós acreditamos que essa diferença da sexualidade humana tenha se desenvolvido para explorar o antigo laço entre mãe e filho como forma de ajudar a criar laços entre amantes”, dizem.

Quando o parceiro toca ou massageia o seio da mulher, estimula a produção de oxitocina. Combinada com a dopamina (desta vez liberada por conta das preliminares ou do próprio ato sexual), ela ajuda a associar o parceiro (seu rosto, sua voz etc.) a um sentimento prazeroso, criando laços em seu cérebro.

Por essa lógica, os pesquisadores descartam duas teorias normalmente defendidas por biólogos evolucionistas: a de que os homens buscam mulheres com seios fartos, que seriam mais “saudáveis” (Young e Alexander argumentam que não haveria razão evolutiva para os homens serem tão seletivos; e o Calango pergunta-se o que seriam daquelas com seios pequenos); e a de que o ato sexual feito cara-a-cara seria responsável por associar a visão de seios a algo prazeroso (esse fenômeno ocorre, dizem, mas não de forma puramente visual).

Assim, se quiser um sexo mais prazeroso, explore os seios durante a relação.



Fonte: http://hypescience.com/, com adaptações
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