EFEMÉRIDES DO CALANGO

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16 março, 2014

Previna o câncer de próstata - masturbe-se!

A masturbação não dá pêlo na mão. O mito sobre o prazer solitário é coisa do passado. A prática freqüente da masturbação traz mais benefícios do que os rapazes pensavam: pode evitar o câncer na próstata, o mais comum dos tumores masculinos. Essa foi a conclusão de uma pesquisa publicada em julho/2003 na edição eletrônica da revista New Scientist.

Uma equipe de pesquisadores australianos, chefiada por Graham Giles, em Melbourne, entrevistou 1.079 homens com câncer na próstata. O questionário explorava seus hábitos sexuais. As respostas foram comparadas com as de 1.259 homens saudáveis da mesma faixa etária, que responderam às mesmas questões. Os pesquisadores concluíram que quanto mais ejaculações os homens têm entre 20 e 50 anos, menor é a chance de tumor na próstata.

O efeito preventivo é maior durante a faixa dos 20 anos. Quem ejacula mais de cinco vezes por semana nessa fase tem uma possibilidade um terço menor de desenvolver tumores malignos na próstata, segundo a pesquisa.

O resultado contraria estudos anteriores que associaram a doença a um número elevado de parceiros e relações sexuais. Para essas pesquisas, os dois fatores implicam 40% mais chance de câncer na glândula.

A diferença entre esses estudos e o de 2003 está no foco. Os pesquisadores australianos deixaram de levar em conta a relação sexual. Segundo o novo estudo, o que importa é gozar, independentemente do intercurso sexual.

Os estudiosos especulam que infecções causadas pelo contato sexual podem favorecer o desenvolvimento de tumores. Por isso, as ejaculações resultantes de masturbação trazem apenas benefícios, enquanto as que são decorrentes do sexo podem estar associadas a essas infecções. "Os homens podem usar suas próstatas sem a intervenção de mulheres ou de outros homens", disse Giles.

Os cientistas explicam que a ejaculação evita o acúmulo de substâncias cancerígenas na próstata. A glândula e as vesículas seminais secretam uma grande quantidade de fluidos, ricos em potássio, zinco, frutose e ácido cítrico, que compõem o esperma.

A produção do sêmen faz com que a concentração destas substâncias aumente muito e é aí que podem estar os problemas. Estudos em cães demonstram que substâncias cancerígenas aparecem nos fluidos produzidos pela próstata. Entre elas, está o trimetilcholanthrene, encontrado também na fumaça do cigarro.

A lógica é simples. Quanto maior a concentração destes fluidos, maior a chance do depósito de substâncias cancerígenas. Por outro lado, quanto mais o sêmen circular, por meio de ejaculações, menor é o acúmulo de fluidos na próstata. "Quanto mais você desentope os canos, melhor", conclui Giles.

Além disso, a ejaculação também faz com que as células da próstata adquiram sua maturidade biológica, o que as torna menos vulneráveis às substâncias cancerígenas.

27 janeiro, 2013

Engenharia reversa aplicada em vagalumes possibilita LEDs 55% mais luminosos

vagalume
Vaga-lumes são insetos bem conhecidos que brilham à noite para atrair parceiras para um encontro romântico. Sua luz é produzida por uma reação química em células especializadas, chamadas fotócitos.

A luz criada é emitida através de uma parte do exoesqueleto do inseto chamada de cutícula. Como a luz viaja mais lentamente na cutícula que no ar, parte dela é refletida de volta para os fotócitos, diminuindo o brilho.

Entretanto, a geometria da superfície da cutícula de alguns vaga-lumes parece minimizar as reflexões internas, o que significa que mais luz escapa para atingir os olhos de potenciais parceiras românticas.
cutícula

Com a ajuda de microscópios eletrônicos, a equipe que reúne pesquisadores da Bélgica, França e Canadá deu uma espiada na estrutura interna dos vaga-lumes do gênero Photuris e descobriu “escamas” nas cutículas.

Com simulações de computadores, os pesquisadores viram como estas cutículas ajudaram a diminuir os problemas de reflexão interna dos insetos. E, dado que as luzes artificiais fabricadas pelo ser humano sofrem do mesmo problema, eles resolveram aplicar a mesma tática em uma série delas.

A equipe acrescentou uma camada de material sensível a luz com formato rugoso (o mesmo padrão visto nos vaga-lumes) criado por lasers a um LED de nitreto de gálio. Segundo os cientistas, a eficiência de um LED pode melhorar em 55% desta forma.

Eles admitem que não é o primeiro melhoramento feito em LEDs que foi inspirado pela natureza, mas apontam que este é o maior ganho de eficiência já obtido com uma técnica deste tipo. O próximo passo é fazer a engenharia reversa de outras espécies diferentes de vaga-lumes que podem ser até mesmo mais eficientes.

15 maio, 2009

[ciência] Transplante entre espécies na busca de uma cura para o diabetes

Um grupo de cientistas do Instituto Científico Weizmann de Israel transplantou com êxito pâncreas de embriões de porcos em macacos diabéticos, e quatro meses depois os macacos estavam curados.

O grande feito foi evitar a rejeição aguda típica dos xenotransplantes (transplantes de órgãos doutra espécie), e a maneira na que o conseguiram foi precisamente a utilização de pâncreas embrionários.

Segundo Yair Reisner, imunologista que chefiava a equipa, A possibilidade de uma rejeição é muito menor com embriões.

A ideia surgiu a partir da observação evidente de que o feto não é rejeitado geralmente no útero materno. A partir desse dado desenvolveram a investigação.

Segundo publicaram recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o processo foi o que segue: Obtiveram embriões de porco com 42 dias, dos que extraíram tecido pancreático, que implantaram em dois macacos comedores de caranguejos (primatas da espécie Macaca fascicularis), uns 60 fragmentos de perto de um milímetro de tamanho no abdómen de cada um. A estes primatas previamente tinha-lhes sido induzida diabetes.

Notícia sensacional que vi no Ciência às Cores.

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04 fevereiro, 2009

[tecnologia] Papel... de plástico reciclado?

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, conseguiram criar o que pode ser um grande passo para resolver um problema ambiental gigantesco. Uma folha de papel é resultado de um estudo que durou seis anos, é o chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima, em vez da celulose. 

A fabricação consome menos água e menos energia do que a do papel tradicional e praticamente qualquer embalagem plástica, jogada no lixo, pode ser aproveitada. Cerca de 850 quilos de plástico reciclado são necessários para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

O plástico é triturado e misturado a uma série de substâncias e vai para uma máquina, onde é submetido a altas temperaturas.Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado. O processo termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel sintético, que tem outras vantagens. "É resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios ultravioleta", afirmou o pesquisador Cristiano de Santi.

O papel sintético comercializado atualmente é produzido com derivados de petróleo. "Existem várias patentes e produtos comercializados com matéria-prima virgem, mas não encontramos nenhuma patente ou papel sintético feito a partir de material plástico reciclado", diz Sati.

Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor. Mas essa pequena amostra foi levada a uma papelaria. "É bom para escrever, eu acho que vale a pena", disse uma mulher.

A ideia já foi testada em larga escala e patenteada. "Ele pode ser aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros", disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.

Os testes na planta piloto, também chamada de escala semi-industrial, foram conduzidos por Lorenzo Giacomazzi, coordenador de tecnologia de processos da Vitopel, que tem a cotitularidade da patente. "O grande diferencial desse processo é fabricar um papel sintético com material totalmente reciclado", diz Giacomazzi.

Foram usadas várias composições e misturas de plásticos da classe das poliolefinas. "O aspecto final é o mesmo do produto feito a partir da resina virgem, com a vantagem que se aproveita o material que iria para o aterro sanitário ou lixões."

Fontes: Portal Amazônia e Agência FAPESP

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26 setembro, 2008

[ciência] Células adultas transformadas em células-tronco, sem alteração de DNA

Aos poucos, o sonho de usar uma célula comum do organismo humano adulto e reprogramá-la para que ela volte a um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias (CTEHs), podendo reconstruir qualquer tecido ou órgão danificado, vai ficando mais perto da realidade. Desta vez, pesquisadores nos Estados Unidos conseguiram usar vírus não-patogênicos (ou seja, não-causadores de doenças) para induzir essa reprogramação sem que eles alterassem diretamente o DNA das células estudadas.
O trabalho liderado por Konrad Hochedlinger, do Centro de Câncer e Medicina Regenerativa do Hospital Geral de Massachusetts, apresenta-se como um passo possivelmente decisivo rumo aos testes terapêuticos com essas células, uma vez que aparentemente não restam traços do vírus reprogramador após a "metamorfose" das células. No entanto, para uma dupla de pesquisadores brasileiros, o ponto ideal ainda não foi alcançado. "O uso de compostos químicos seria uma alternativa aos vetores virais", disse ao G1 Stevens Kastrup Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que comentou o estudo junto com sua aluna Bruna Paulsen.
"Só assim o processo de reprogramação celular poderia ter aplicação segura e prática", completa Paulsen. Mesmo assim, segundo os dois, o protocolo de Hochedlinger e companhia "é conceitualmente melhor que os publicados antes".
Uma das áreas mais agitadas da biologia molecular e celular dos últimos meses tem sido o estudo das células iPS, ou células-tronco pluripotentes induzidas. "Pluripotência" é justamente a capacidade até hoje encontrada apenas nas células-tronco embrionárias de virar qualquer tecido (menos placenta, para ser exato), e a indução se refere ao uso de certos genes para "convencer" células adultas a retornar a esse estado versátil.Até agora, esses genes eram "entregues" por vírus modificados especialmente para a tarefa, que faziam esse material genético se integrar no DNA das células adultas. Ou seja, uma terapia baseada nelas envolveria a adição de células transgênicas ao organismo do doente -- algo inaceitável, pelo menos por enquanto.
No estudo de Hochedlinger e colegas, publicado na web pela revista especializada americana "Science" , os mesmos genes normalmente usados para modificar o DNA das células humanas pegam carona num adenovírus. "É característica dos adenovírus a baixa integração ao DNA", lembra Bruna Paulsen. Mesmo assim, as proteínas cuja receita está contida nesses genes-chave foram produzidas e fizeram com que células do fígado e de outros tecidos de camundongos virassem iPS, ou seja, voltassem ao estado versátil.
Apesar do aparente sucesso, os brasileiros aconselham cautela. "Os autores fizeram vários testes, que indicaram que não houve qualquer integração [do DNA viral no das células de camundongos], mas eles não podem descartar uma integração de pequenas porções do DNA do adenovírus -- mais um motivo para dizer que o ideal mesmo seria não precisar de vetores virais", arremata Rehen.

Fonte: G1

Calango:"Vingando essa tecnologia, acabam esses debates demagógicos sobre usar ou não células-tronco em experimentos."

06 novembro, 2007

[curiosidade] Cerveja após exercícios faz bem

Finalmente uma pesquisa útil!!!! Vejam:
Uma pesquisa feita por cientistas espanhóis sugere que o consumo de cerveja após a realização de exercícios físicos pode trazer benefícios ao corpo humano. Segundo o jornal britânico Daily Mail, uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, na Espanha, mostra que a bebida ajuda a repor o líquido perdido no suor, durante o exercício.
Os pesquisadores acreditam que os açúcares, sais e gás da cerveja ajudam o organismo a absorver os fluidos mais rapidamente. Na pesquisa liderada pelo professor Manuel Garzon, 25 estudantes correram em uma esteira, sob temperatura de 40º C, até ficar exaustos.
Em seguida, os pesquisadores mediam seus níveis de hidratação, habilidade de concentração e coordenação motora. Metade deles recebia dois copos de cerveja, enquanto o resto recebia água. Depois disso, todos podiam beber quanta água quisessem.
Segundo o Daily Mail, os estudantes que beberam cerveja demonstraram níveis de hidratação "um pouco melhores" do que os que beberam apenas água.
Garzon acredita que o dióxido de carbono na cerveja ajuda a matar a sede mais rápido, enquanto os carboidratos da bebida substituem as calorias perdidas durante o exercício físico. A experiência foi repetida durante vários meses.
O jornal afirma que, com base no estudo, os pesquisadores recomendam o consumo moderado de cerveja após os exercícios - 500 ml para homens e 250 mil para as mulheres - como parte de uma dieta atlética.
Segundo James Betts, especialista em reidratação pós-exercício da Universidade inglesa de Bath citado pelo Daily Mail, "muitas pessoas pensam no álcool como um diurético, mas se você já está hidratado, uma pequena quantidade de cerveja pode ser um modo de ingerir fluidos". Mas Betts afirma que a melhor maneira de se reidratar depois de fazer exercício ainda é com bebidas energéticas ricas em açúcares, água e sal.
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