Isso mesmo! Esse desenho dos amigos Punho de Ferro e Luke Cage não é de Don Martin, mas do próprio John Byrne, homenageando-o.
Vi no Facebook e no perfil do meu amigo +Victor Hugo Carballo .
O volume X-men contém a famosa mini em seis partes "Os filhos do átomo" (1999), por Joe Casey e Steve Rude e a primeira história dos X-men (1963), por Stan Lee e Jack Kirby. "Os filhos do átomo" pretende recontar a origem dos X-men, como Xavier os encontrou, como eram esses adolescentes quando foram localizados etc. É uma história que tinha tudo para ser sensacional, mas que parece desandar do meio para o fim. É um história boa, mas não mais que isso. Um dos pontos fortes é mostrar que o Professor X nem sempre foi essa pessoa tão educada que vemos na fase de Claremont e Byrne, que já teve ressentimentos e mágoas que aproximavam sua visão daquela de Magneto, mas explica como ele conseguiu refrear esses pensamentos menos nobres. Esse Xavier dos primeiros dias, mais autoritário, lembra o de Guerras Secretas. A segunda parte desse encadernado é perfeita, pois é a versão original dessa origem, contada por Stan Lee e desenhada por Jack "Rei" Kirby. É muito legal ler e ficar lembrando das referências que Joe Casey usou na sua mini. Trata-se de um documento histórico. Se você nunca leu a história aonde tudo começou, esse encadernado acaba com essa lacuna.
É interessante ver novamente um Wolverine mais humano e contido, lutando contra seu instinto animal, em vez da máquina de assassinatos dos últimos anos. Por fim, uma das histórias mais clássicas dos X-men, "Dias de um futuro esquecido". Diferente de suas versões no cinema ou na animação dos anos 90, trata-se de uma história comovente e de final aberto. Cabe ao leitor conjeturar sobre a efetividade ou não da manobra de troca de consciências no tempo para evitar a morte de um político influente nas questões mutantes. A história que fecha esse encadernado é um marco na quadrinhografia dos X-men,"Deus Ama, o Homem Mata". Essa graphic novel escrita por Chris Claremont e magistralmente desenhada por Brent Anderson possui a alma daquilo que Stan Lee pretendeu quando criou os X-men, falar sobre discriminação. Para quem não conhece, o antagonista aqui não é um supervilão, mas um pastor que inicia uma cruzada contra a existência do homo superior. Afinal, Deus criou o homo sapiens, não é? É claro que esta seita possui um braço armado (qualquer coincidência com táticas nazistas não é mera coincidência), mas como os X-men podem lutar contra um personalidade midiática que possui até o presidente dos EUA entre os espectadores de sua pregação? Qualquer erro pode transformar os mutantes no inimigo comum de toda a humanidade (lembram do início do filme X-men 2?). Nota desse encadernado? 10,0 com louvor!!!