EFEMÉRIDES DO CALANGO
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Santo Antônio, uma biografia portuguesa em quadrinhos (banda desenhada)
20 junho, 2008
[curiosidade] Sobre festas juninas
• É uma dança aristocrática que abria os bailes da Europa.
• Foi trazida ao Brasil pelos portugueses na época regencial se destacou na cidade do Rio de Janeiro.
• Antigamente, as festas juninas tinham prestígios na corte. As mulheres usavam seus vestidos mais bonitos e rodados.
• A fogueira existente em todas as festas juninas são montadas de acordo com cada santo. Para o St.º Antônio a fogueira é quadrangular, para o São João a fogueira é em forma de pirâmide e para São Pedro ela é em forma triangular. (Alguém sabe disso?)
• A fogueira é acesa pontualmente às 18h, que é o horário da Ave Maria. (Alguém também sabe disso?)
• Durante as festas juninas são realizados pequenos rituais (simpatias) destinados aos santos para que estes ajudem a realizar o pedido de cada um.
• A maior fogueira de festas juninas brasileiras está no município de São Paulo chamado Pirapozinho.
• A maioria das comidas servidas nas barraquinhas das festas são à base de milho em homenagem aos índios.
• Depois do carnaval, as festas juninas são as principais festas brasileiras.
• A maior festa de São João do mundo é realizada na cidade de Campina Grande (Paraíba).
15 junho, 2008
[almanaque] Porque Santo Antônio é considerado casamenteiro?
Aproveitando as festas juninas, vou apresentar nos próximos dias algumas notas sobre o assunto. A começar por Santo Antônio.
Santo Antônio teve sua fama desenvolvida a partir de um milagre muito antigo, que o folclore português e italiano se encarregaram de espalhar pela Europa e pelo mundo de Deus. Vejam uma transcrição do livro Vida e milagres de Santo Antônio, do Pe. Fernando Tomás de Brito (*):
Vivia em Nápoles uma viúva que tinha uma filha de grande beleza, mas extremamente pobre, e não podia casá-la por falta de dinheiro para o dote. Eram pessoas de boa origem, mas não tinham como viver decentemente. A mãe, oprimida pela pobreza e desejosa de recuperar o prestígio social, determinou prostituir a filha e fez a esta a seguinte proposta infame:
– Menina, nada desonra tanto no mundo como a pobreza. De que nos servem nossos títulos de nobreza se nossa indigência nos sujeita ao desprezo da sociedade? Só a tua beleza nos pode livrar. Vai entregar-te aos rapazes ricos que te galanteiam, porque não há outro remédio.
A pobre moça, que era de bom caráter, ficou estupefata diante do que a mãe lhe dizia. Começou a invocar Santo Antônio com fé e confiança. Uma tarde, quando entrou no convento de São Lourenço, onde se venera uma imagem milagrosa do Santo, ajoelhou-se e, em lágrimas, suplicou:
– Meu bom Santo Antônio, eu de nenhum modo quero perder a pérola da virgindade com ofensa a Deus. É minha desalmada mãe que me arrasta para o caminho da perdição e da desonra. Socorrei-me! Coloco-me sob vossa proteção, ó puríssimo defensor da virtude da castidade.
Mal acabara de formular essa prece quando o Santo lhe estendeu o braço e lhe entregou um papel, dizendo:
– Vai à casa do Sr. X e entrega-lhe este bilhete.
Tratava-se de um rico negociante, muito conhecido na cidade. O bilhete continha estas palavras:
– Dareis à mulher que vos apresentar este papel, para o seu dote, o peso desse mesmo papel em moedas de prata. Saudações. Santo Antônio.
A jovem, cheia de esperança e reconhecimento, correu a entregar o bilhete de Santo Antônio ao rico negociante. Este se pôs a zombar dela, dizendo:
– Só o peso desta folhinha de papel?! Por certo vosso noivo se contenta com bem pouco. Vamos já satisfazê-lo.
E colocou o papel num dos pratos da balança, pondo no outro uma pequenina moeda de prata, certo de que já pesaria mais do que o papel. Como o outro prato nem se moveu, colocou uma segunda moeda, e mais outra, e mais outra. Para sua grande confusão, somente quando tinha colocado 400 escudos de prata a balança se equilibrou.
Foi nesse momento que o negociante se recordou de que havia outrora prometido a Santo Antônio dar-lhe 400 escudos de prata, e nunca havia cumprido a promessa. O Santo viera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso.
A feliz jovem pôde então casar-se honestamente, de acordo com sua condição social.
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