EFEMÉRIDES DO CALANGO
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01 fevereiro, 2017
18 dezembro, 2016
John Carter de Marte encontra Flash Gordon... resgatando Tarzan?
Postado por
EUDES AILSON DE MEDEIROS
Não sei se isso foi uma HQ, mas seria fantástica!
Por Neal Adams.
ATUALIZAÇÃO:
O loiro talvez não seja Flash Gordon, mas Carson de Vênus, outro personagem de Burroughs. Faz mais sentido, pois seriam três personagens do mesmo escritor. (fonte)
ATUALIZAÇÃO:
O loiro talvez não seja Flash Gordon, mas Carson de Vênus, outro personagem de Burroughs. Faz mais sentido, pois seriam três personagens do mesmo escritor. (fonte)
24 agosto, 2016
Afinal, de onde veio esse penteado da Princesa Leia Organa?
Postado por
EUDES AILSON DE MEDEIROS
Não há quem não estranhe o penteado da princesa Leia, concorda? Mas de onde vieram aquelas espécies de trança torcidas em disco nas laterais da cabeça?
A versão oficial de George Lucas é essa:
“No filme de 1977, eu estava trabalhando duro para criar algo diferente que não era fashion, então eu escolhi um visual de uma espécie de ‘Pancho Villa’ feminina, uma mulher com um aspecto revolucionário. Os ‘montes’ de cabelo dos dois lados da cabeça são característicos da virado do século XX, no México.”
Pancho Villa foi um revolucionário mexicano do início do século XX. Essas mulheres a quem Lucas se refere eram revolucionárias desse movimento, chamadas adelitas. Tradicionalmente, os sites que discutem o tema apresentam essa imagem como sendo de uma dessas adelitas:
Contudo, algumas pessoas alegam que as adelitas, combatentes da revolução, não teriam nem razão nem tempo para um penteado tão elaborado. Na verdade, se trata de uma índia americana da tribo Hopi, nativa do Arizona, um estado fronteiriço ao México.
De toda forma, esse penteado Hopi é um penteado tradicional de casamento e que simboliza a fertilidade entre aquelas ameríndias.
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| Preparando-se para casar! |
De toda forma, assim como já comentei em outras ocasiões, a inspiração de Lucas pode ter vindo dos quadrinhos, de uma memória subconsciente. E temos duas candidatas para tanto: Bárbara Gordon, em sua primeira aparição (Detective Comics #359, 1967), e a Princesa Frígia, no traço do genial Alex Raymond, em aventura de 1939 de Flash Gordon.
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| Bárbara Gordon, nossa heroína bibliotecária, com o penteado de Leia mais de 10 anos antes. |
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| janeiro/1967 |
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| Vejam o penteado no espaço, cerca de 40 anos antes de Guerra nas Estrelas |
Fontes: Tempo Ameríndio
12 fevereiro, 2008
[quadrinhos] Carnaval de Quadrinhos das Quartas #8 - Quadrinhos antigos
Postado por
EUDES AILSON DE MEDEIROS
Essa nova edição do Carnaval de Quadrinhos das Quartas (CQQ) trata de quadrinhos antigos. Alguns talvez nem conhecidos pelos fãs mais novos (ou com menos acesso a boas obras).
Essa edição está hospedada no Zine Acesso.
O Agente Secreto X-9 foi uma encomenda da King Features Syndicate a Dashiell Hammett (autor de O Falcão Maltês), convidando posteriormente o desenhista Alex Raymond (criador de Flash Gordon), publicando-se a primeira tira em 22 de Janeiro de 1934 no vespertino norte-americano Evening Journal. Sua primeira aventura "O caso Powers" foi editada entre 22/01/1934 e 11/09/1934.
Inicialmente, X-9 era uma temerário defensor da lei em caça dos mais agressivos gangsters. Era um agente sem nome que trabalhava para uma agência igualmente sem denominação. Nos anos 40 ele passou a ser chamado de "Phil Corrigan" e as tiram foram renomeadas para Secret Agent Corrigan. A agência passou a ser o FBI durante um período em que esse órgão gozou de popularidade.
Nas aventuras, X-9 era uma combinação de agente secreto e detetive particular. Apesar do talento reconhecido de seus criadores, a tira original não fez sucesso e Hammett e Raymond logo cessaram o trabalho.
A tira foi continuada por Charles Flanders (1937), Robert Storm (1938-1943?), e desenhada por Mel Graff de 1939 até os anos 60. Graff transforma X-9 num agente secreto moderno e elegante, fornecendo-lhe um nome (Phil Corrigan) e uma namorada (Wilda Dorray). O nome de "Phil Corrigan" foi inspirado em "Phil Cardigan", um dos personagens iniciais de Graff. Como Corrigan, ele se interessou por Linda e Wilda. Esta última se casaria com Phil Corrigan. Mel Graff assegurou a série, assistido episodicamente por Hibbard e Paul Norris.
Depois de Graff as tiras foram produzidas por "Bob Lewis" (1960-1966). De 1967 até 1980, ela foi escrita por Archie Goodwin e desenhada por Al Williamson, dupla que também produziu a tira de Star Wars. O último artista foi o veterano George Evans que escreveu e desenhou a série de 1980 até sua aposentadoria em 1996.
Em 2000/01, o X-9 apareceu como convidado especial na folha dominical de Flash Gordon.
Brasil
O Agente Secreto X-9 teve um seriado em 1937 e um filme em 1945.
No primeiro, o seriado do Agente X-9, estrelado por Scott Kolk, o personagem se chamou Agente Dexter (e não Phil Corrigan), conforme apareu numa frase de uma tira de Janeiro de 1934 (ele dizia "Call me Dexter. It's not my name but it'll do." ou, em tradução livre, "Chame-me de Dexter. Não é o meu nome, mas, por ora, serve").
O filme era estrelado por Lloyd Bridges. E a sinopse deixa bem claro que X-9 havia se trasformado no 007 daquela época: "Liderados pelo Agente Secreto X-9 (Lloyd Bridges), um grupo de espiões junta suas forças para impedir os Nazistas de adquirirem a fórmula de um combustível sintético. Agora eles deverão enfrentar inúmeros perigos e desafios para conseguir a fórmula antes que ela caia nas mãos de seus inimigos, pois ela poderá ser a sua grande arma para vencer a Guerra..."
O personagem também teve um programa de rádio na BBC 7, com apenas quatro capítulos.
Criadores:
Opinião de Raymond sobre histórias em quadrinhos:
"Cheguei, honestamente, à conclusão de que a história em quadrinhos, em si, é uma forma de arte. reflete a vida e o tempo com mais precisão e é mais artística do que a ilustração de revista, por ser inteiramente criativa. Um ilustrador trabalha com máquina fotográfica e modelos; um desenhista de história em quadrinhos começa com uma folha em branco e "sonha" inteiramente sua obra - ele, ao mesmo tempo, é roteirista de cinema, diretor, montador e ator."
O mais interessante sobre este roteirista é o fato de ter trabalhado com quadrinhos apenas nesta obra. Na verdade, ele foi um grande escritor do gênero policial. Sua principal obra foi O Falcão Maltês (1930). Também foi roteirista de cinema. E, se não bastasse, já tinha sido militar, mensageiro, jornaleiro, caixeiro de loja, cavalariço, estivador e detetive particular. Desta última experiência, nasceram as histórias de detetive que tão bem escrevia.
Possuía um invulgar dom para desvendar a psicologia dos seus personagens com grande economia de meios formais. Com seu estilo enxuto e diálogo medido, manteve uma persistente crítica às imoralidades e falsos valores que moldavam a vida das grandes cidades americanas da época. Essas características podem ser observadas em Agente Secreto X-9.
Também participam desta edição os seguintes amigos:
Fontes:
Essa edição está hospedada no Zine Acesso.
Bom, feitas as apresentações necessárias, vamos à história em quadrinhos antiga que resolvi abordar: Agente Secreto X-9, de Dashiell Hammett & Alex Raymond.

Chamada de jornal para as aventuras do Agente Secreto X-9
Inicialmente, X-9 era uma temerário defensor da lei em caça dos mais agressivos gangsters. Era um agente sem nome que trabalhava para uma agência igualmente sem denominação. Nos anos 40 ele passou a ser chamado de "Phil Corrigan" e as tiram foram renomeadas para Secret Agent Corrigan. A agência passou a ser o FBI durante um período em que esse órgão gozou de popularidade.
Nas aventuras, X-9 era uma combinação de agente secreto e detetive particular. Apesar do talento reconhecido de seus criadores, a tira original não fez sucesso e Hammett e Raymond logo cessaram o trabalho.
A tira foi continuada por Charles Flanders (1937), Robert Storm (1938-1943?), e desenhada por Mel Graff de 1939 até os anos 60. Graff transforma X-9 num agente secreto moderno e elegante, fornecendo-lhe um nome (Phil Corrigan) e uma namorada (Wilda Dorray). O nome de "Phil Corrigan" foi inspirado em "Phil Cardigan", um dos personagens iniciais de Graff. Como Corrigan, ele se interessou por Linda e Wilda. Esta última se casaria com Phil Corrigan. Mel Graff assegurou a série, assistido episodicamente por Hibbard e Paul Norris.
Depois de Graff as tiras foram produzidas por "Bob Lewis" (1960-1966). De 1967 até 1980, ela foi escrita por Archie Goodwin e desenhada por Al Williamson, dupla que também produziu a tira de Star Wars. O último artista foi o veterano George Evans que escreveu e desenhou a série de 1980 até sua aposentadoria em 1996.
Em 2000/01, o X-9 apareceu como convidado especial na folha dominical de Flash Gordon.
Brasil
No Brasil o material foi publicado pela Ebal e pela RGE nos anos 40/50, e nos anos 70 pela Editora Saber, além de uma edição comemorativa em fac-símile do original publicado na Edição do Suplemento Juvenil de 1937 pela EBAL.
Adaptações
Capa da edição comemorativa da EBAL de 1976.
Esta capa é do desenhista brasileiro Monteiro Filho.
Esta capa é do desenhista brasileiro Monteiro Filho.
O Agente Secreto X-9 teve um seriado em 1937 e um filme em 1945.
No primeiro, o seriado do Agente X-9, estrelado por Scott Kolk, o personagem se chamou Agente Dexter (e não Phil Corrigan), conforme apareu numa frase de uma tira de Janeiro de 1934 (ele dizia "Call me Dexter. It's not my name but it'll do." ou, em tradução livre, "Chame-me de Dexter. Não é o meu nome, mas, por ora, serve").
O filme era estrelado por Lloyd Bridges. E a sinopse deixa bem claro que X-9 havia se trasformado no 007 daquela época: "Liderados pelo Agente Secreto X-9 (Lloyd Bridges), um grupo de espiões junta suas forças para impedir os Nazistas de adquirirem a fórmula de um combustível sintético. Agora eles deverão enfrentar inúmeros perigos e desafios para conseguir a fórmula antes que ela caia nas mãos de seus inimigos, pois ela poderá ser a sua grande arma para vencer a Guerra..."
O personagem também teve um programa de rádio na BBC 7, com apenas quatro capítulos.Criadores:
O nova-iorquino Alexander Gillespie Raymond (02/10/1909-01/09/1956) é o tipo de artista que tem razão de estar dentre os ícones da nona arte. Detentor de um traço preciso e realista, primava pelas belas mulheres que desenhava e pela ação que conseguia imprimir a seus desenhos.
Dentre suas obras principais estão Flash Gordon (1934), Jungle Jim (Jim das Selvas - 1934), Secret Agent X-9 (Agente Secreto X-9 - 1934) e Rip Kirby (Nick Holmes - 1946).
Exemplo do desenho primoroso de Raymond
Opinião de Raymond sobre histórias em quadrinhos:
"Cheguei, honestamente, à conclusão de que a história em quadrinhos, em si, é uma forma de arte. reflete a vida e o tempo com mais precisão e é mais artística do que a ilustração de revista, por ser inteiramente criativa. Um ilustrador trabalha com máquina fotográfica e modelos; um desenhista de história em quadrinhos começa com uma folha em branco e "sonha" inteiramente sua obra - ele, ao mesmo tempo, é roteirista de cinema, diretor, montador e ator."
Mais exemplos do desenho primoroso de Raymond. Vejam o traço belíssimo das mulheres.
Dashiell Hammett (1894-1960[?])
O mais interessante sobre este roteirista é o fato de ter trabalhado com quadrinhos apenas nesta obra. Na verdade, ele foi um grande escritor do gênero policial. Sua principal obra foi O Falcão Maltês (1930). Também foi roteirista de cinema. E, se não bastasse, já tinha sido militar, mensageiro, jornaleiro, caixeiro de loja, cavalariço, estivador e detetive particular. Desta última experiência, nasceram as histórias de detetive que tão bem escrevia.Possuía um invulgar dom para desvendar a psicologia dos seus personagens com grande economia de meios formais. Com seu estilo enxuto e diálogo medido, manteve uma persistente crítica às imoralidades e falsos valores que moldavam a vida das grandes cidades americanas da época. Essas características podem ser observadas em Agente Secreto X-9.
Também participam desta edição os seguintes amigos:
- Zine Acesso - Rom , o Cavaleiro do Espaço
- Não diga nada - Brick Bradford
- Cibertron - Capitão 7
- Blog do Hiroshi - Sociedade da Justiça da América
- Quadrideko - Fantasma, o esírito que anda
- Reviews de histórias em quadrinhos - Calvin e Haroldo
Fontes:
- BD Nostalgia
- Wikipédia
- Acervo pessoal (Eu tenho "O Caso Powers", edição de 1976!!!!!)
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