EFEMÉRIDES DO CALANGO

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22 janeiro, 2014

Criada a primeira célula de plástico funcional

Os cientistas têm se esforçado para criar vida artificial, conseguindo produzir paredes celulares e até mesmo DNA sintético. Agora, uma equipe de químicos conseguiu produzir uma célula funcional feita de polímeros.

Esta é a primeira célula eucariótica – isto significa apenas que ela contém um núcleo e outras subunidades conhecidas como organelas dentro da sua membrana – a ser feita de plástico. As células eucarióticas são os blocos fundamentais de toda a vida complexa, tornando-se plantas e animais, e suas organelas que permitem que desempenhem funções especializadas que variam de célula para célula.
This Is the World's First Working Cell Made From Plastic

Utilizando uma gota de água como uma estrutura de base, os investigadores na Universidade de Radboud, em Nijmegen, na Holanda, inseriram pequenas esferas de poliestireno cheias de enzimas para ocupar o papel de núcleo e organelas, então encapsularam todo esse material com um revestimento de um polímero no lugar de uma parede celular.

O resultado é uma estrutura compartimentada, que se assemelha a uma célula real. Mas, o melhor de tudo, a novidade é realmente capaz de realizar processos químicos de várias etapas, como uma célula normal. Neste caso, após uma cascata de reações químicas, eventualmente, vê-se as células brilhando no escuro – prova de que ela está realmente trabalhando. Resultados similares foram obtidos usando lípidos antes, mas estas células à base de polímeros são mais resistentes.

Pode não soar como algo muito importante, porém essa é uma grande conquista, não apenas para a biologia sintética, mas também para a química. Como as células são tão incrivelmente eficientes na execução de processos químicos, a esperança é de que empreendimentos como este permitirão que os químicos desenvolvam técnicas novas, de pequena escala, que poderiam ser usados ​​para conduzir tudo, desde fotossíntese artificial até a produção de biocombustíveis. Nada mal para um pequeno pedaço de plástico.

04 fevereiro, 2009

[tecnologia] Papel... de plástico reciclado?

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, conseguiram criar o que pode ser um grande passo para resolver um problema ambiental gigantesco. Uma folha de papel é resultado de um estudo que durou seis anos, é o chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima, em vez da celulose. 

A fabricação consome menos água e menos energia do que a do papel tradicional e praticamente qualquer embalagem plástica, jogada no lixo, pode ser aproveitada. Cerca de 850 quilos de plástico reciclado são necessários para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

O plástico é triturado e misturado a uma série de substâncias e vai para uma máquina, onde é submetido a altas temperaturas.Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado. O processo termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel sintético, que tem outras vantagens. "É resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios ultravioleta", afirmou o pesquisador Cristiano de Santi.

O papel sintético comercializado atualmente é produzido com derivados de petróleo. "Existem várias patentes e produtos comercializados com matéria-prima virgem, mas não encontramos nenhuma patente ou papel sintético feito a partir de material plástico reciclado", diz Sati.

Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor. Mas essa pequena amostra foi levada a uma papelaria. "É bom para escrever, eu acho que vale a pena", disse uma mulher.

A ideia já foi testada em larga escala e patenteada. "Ele pode ser aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros", disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.

Os testes na planta piloto, também chamada de escala semi-industrial, foram conduzidos por Lorenzo Giacomazzi, coordenador de tecnologia de processos da Vitopel, que tem a cotitularidade da patente. "O grande diferencial desse processo é fabricar um papel sintético com material totalmente reciclado", diz Giacomazzi.

Foram usadas várias composições e misturas de plásticos da classe das poliolefinas. "O aspecto final é o mesmo do produto feito a partir da resina virgem, com a vantagem que se aproveita o material que iria para o aterro sanitário ou lixões."

Fontes: Portal Amazônia e Agência FAPESP

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