EFEMÉRIDES DO CALANGO

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09 novembro, 2014

Transplante de células faz paralítico voltar a andar

Em 2010, Darek Fidyka, um polonês de 40 anos, foi atacado a golpes de faca que o deixaram paralítico e sem esperança de um dia voltar a andar.

Isto até pouco tempo atrás. Graças a um novo tratamento com transplante de células, Darek ganhou novamente sensibilidade nas pernas e boa parte do seus movimentos.

Uma equipe de pesquisa do Institute of Neurology, da University College London (Reino Unido), desenvolveu um tratamento com células retiradas do sistema olfatório de Darek, mais especificamente as células glia olfatórias, do bulbo olfatório, para regenerar a coluna que foi partida.

O sistema olfatório é interessante: toda vez que cheiramos algo, as moléculas do odor entram em contato direto com as células nervosas, danificando-as. As células glia olfatórias, ou olfactory ensheathing cells (OECs) em inglês, fornecem um caminho para as fibras nervosas se regenerarem.

Uma das vantagens de usar o bulbo olfatório do próprio paciente é que não há perigo de rejeição, e não há a necessidade de tomar medicação anti-rejeição. Embora o procedimento nunca tenha sido usado em seres humanos, ele já havia sido testado em animais.
 

Em um primeiro procedimento cirúrgico, a equipe retirou um dos bulbos olfatórios de Darek e colocou as células em uma cultura. Duas semanas mais tarde, as OECs foram implantadas na sua coluna, unindo os nervos que haviam sido seccionados no ataque. Cerca de 500.000 células foram colocadas em 100 microinjeções acima e abaixo do ferimento.

Além disso, quatro finos feixes nervosos retirados do calcanhar do paciente foram colocados no espaço vazio de 8mm à esquerda do nervo. Os cientistas acreditam que as células implantadas permitiram a recriação de um caminho nervoso entre os enxertos de nervos e os nervos da espinha.
Darek, que antes da cirurgia fazia tratamento de fisioterapia sem mostras de evolução, começou a apresentar melhoras. Seis meses após a cirurgia, fez a sua primeira tentativa de caminhar ao longo das barras paralelas, apoiando-se nelas.

Atualmente, dois anos depois do tratamento, ele pode caminhar ao ar livre usando um apoio, recuperou a sensibilidade na bexiga e intestino, e também a função sexual.

18 maio, 2014

Transplante de corações de porcos em babuínos são realidade e predizem o que acontecerá com humanos

Cientistas do Programa de Pesquisa de Cirurgia Cardiotorácica do Instituto do Coração, Pulmão e Sangue nos Estados Unidos relataram que um babuíno ainda está vivo depois de receber um coração transplantado de um porco. O babuíno tem vivido com o coração instalado em seu abdômen há mais de um ano.
Portrait_Of_A_Baboon
Sua longevidade é um marco. Anteriormente, quando os pesquisadores tentaram transplantar corações de porcos em primatas, os corpos dos animais rejeitavam os transplantes dentro de seis meses. Em última análise, os pesquisadores querem fazer corações de suínos para transplante em humanos. Os porcos poderiam fornecer uma maior oferta do órgão do que doadores humanos, fechando a trágica lacuna entre a oferta e a demanda.

Corações de suínos são promissores porque se aproximam o suficiente da anatomia dos corações humanos. Os médicos também já usaram válvulas cardíacas retiradas de porcos e vacas em cirurgias humanas. Parece, no entanto, que os corações de suínos são um pouco estranhos para os órgãos dos primatas os aceitarem facilmente.

Em estudos anteriores, os corações provocaram uma resposta imune massiva nos primatas para os quais foram transplantados. Essas respostas podem ser mortais e elas têm sido um grande obstáculo para o desenvolvimento dos transplantes de coração de porco. Ainda temos muito anos pela frente antes que corações de suínos estejam prontos para pacientes humanos – isso se um dia chegarmos a esse ponto.

Para fazer corações que os babuínos – e, no futuro, seres humanos – não rejeitassem, a equipe do Instituto do Coração, Pulmão e Sangue trabalhou com porcos especialmente projetados para terem alguns genes humanos e não terem alguns genes de porco. Os pesquisadores também deram aos seus babuínos medicamentos para suprimir seu sistema imunológico. (Pacientes humanos tomam medicamentos imunossupressores quando passam por transplantes de órgãos, de modo que a prática não é incomum.)

O que teria feito os transplantes funcionarem foi este equilíbrio entre engenharia genética e drogas supressoras do sistema imunológico. Os estudiosos relatam que quando tentaram usar outros regimes de medicamentos, seus babuínos morreram em menos de um ano. Os babuínos que receberam corações de porcos não geneticamente modificados rejeitaram os corações dentro de apenas um dia.

Agora que a equipe mostrou que corações de suínos são capazes de ficar dentro de primatas de forma segura, o próximo passo será realmente substituir os corações dos babuínos por corações de porcos. O babuíno deste estudo tem um coração de porco em seu corpo ao lado de seu próprio coração, que está fazendo todo o trabalho.

Tal estudo ainda não foi publicado em uma revista renomada ainda, mas seus autores o apresentaram no final de abril na reunião anual da Associação Norte-Americana de Cirurgia Torácica.

03 abril, 2014

Tranplante parcial de crânio... com uma peça impressa em 3D!!!

Uma mulher com uma doença óssea rara teve muito da parte superior de seu crânio substituído por um pedaço de plástico 3D impresso. Três meses depois, ela está de volta ao trabalho e sem sintomas.
A condição da mulher fez seu crânio aumentar de espessura, dando-lhe fortes dores de cabeça e afetando sua visão. A cirurgia, realizada no Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, deu à mulher um substituto que combinasse com a forma original de seu crânio.
“É quase impossível dizer que ela já teve a cirurgia”, disse o cirurgião chefe, Bon Verweij, em um comunicado da universidade. A equipe de Verweij já havia usado a impressão 3D para substituir algumas partes de crânios, mas nunca a este ponto.
E o uso de impressoras 3D na medicina não deve se limitar a prótese de ossos. Pesquisadores já estão trabalhando em impressão 3D de tecidos moles que sejam seguros para transplantes. (notícia de 26/3/2014)

01 maio, 2011

15 maio, 2009

[ciência] Transplante entre espécies na busca de uma cura para o diabetes

Um grupo de cientistas do Instituto Científico Weizmann de Israel transplantou com êxito pâncreas de embriões de porcos em macacos diabéticos, e quatro meses depois os macacos estavam curados.

O grande feito foi evitar a rejeição aguda típica dos xenotransplantes (transplantes de órgãos doutra espécie), e a maneira na que o conseguiram foi precisamente a utilização de pâncreas embrionários.

Segundo Yair Reisner, imunologista que chefiava a equipa, A possibilidade de uma rejeição é muito menor com embriões.

A ideia surgiu a partir da observação evidente de que o feto não é rejeitado geralmente no útero materno. A partir desse dado desenvolveram a investigação.

Segundo publicaram recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o processo foi o que segue: Obtiveram embriões de porco com 42 dias, dos que extraíram tecido pancreático, que implantaram em dois macacos comedores de caranguejos (primatas da espécie Macaca fascicularis), uns 60 fragmentos de perto de um milímetro de tamanho no abdómen de cada um. A estes primatas previamente tinha-lhes sido induzida diabetes.

Notícia sensacional que vi no Ciência às Cores.

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