EFEMÉRIDES DO CALANGO

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15 abril, 2016

[OPINIÃO] Homem Aranha: Azul

Essa é uma obra-prima de Japh Loeb & Tim Sale. Uma daquelas histórias que fazem muito marmanjo suar pelos olhos. Afinal, estamos falando de Gwen Stacy. Mais! Trata-se de Peter Parker rememorando como ele foi promovido nerd sacaneado da turma para o namorado de Gwen Stacy (com direito a disputa amorosa de Mary Jane Watson!) 

"Ah! Mas isso é bobagem! Eu quero mesmo é aventura e não romancezinho.", dirão os hereges.
Prezados, o contexto aqui é o seguinte: todos os anos o Homem-Aranha visita o topo da Golden Gate e deposita uma rosa em homenagem àquela que foi o maior amor de sua vida. Sim! Mesmo casando depois com Mary Jane, esse sentimento parece que se mantém. Pois bem, a morte de Gwen Stacy havia ocorrido em 1971. Em 1992, 21 anos depois, esses dois loucos (Loeb e Sale) resolvem fazer o Homem-Aranha se amargurar narrando sua história com Gwen Stacy num gravador velho para... para o quê? Para tentar sofrer menos. Nessa história, não veremos novamente a morte de Gwen Stacy, mas a história de como ela e Peter se apaixonaram e começaram a namorar.

É claro que "antes de melhorar tudo tem que piorar" na vida do amigão da vizinhança. Essa parece ser a dinâmica da vida dele. Antes de virar o herói, o tio precisou morrer. Antes de Mary Jane se tornar a mulher que casaria um dia com ele, Gwen precisou morrer. E antes que Gwen se torna-se o amor de sua vida, uma série de vilões tiveram que tentar estragá-la. Sim! Vemos o Homem-Aranha em combates clássicos contra Rino, Abutre, Kraven, Duende Verde, Lagarto. Mas também vemos: que Flash Thompson, algoz de Peter Parker, era o fã número um do Homem-Aranha; como Peter Parker e Harry Osborn foram dividir apartamento (lembra da trilogia de Sam Raimi?); como Peter e Gwen se conhecem e, para assombro da turma, o nerd parece que está ganhando a parada; e para maior assombro ainda, como esse Peter Parker, o azarado mais sortudo que os quadrinhos já viram, vai parar no meio de uma disputa amorosa entre as duas maiores gatas da parada (MJ e Gwen); e, finalmente, entendemos o quão grande foi o sofrimento de Parker quando Gwen morreu meio que por sua culpa (sequestrada por seu arqui-inimigo, pescoço quebrado pelo ímpeto em puxar a teia para salvá-la).

Se a HQ que contou a morte de Gwen Stacy chocou os fãs, essa HQ fez todos nós chorarmos com Peter. E como Loeb pode ser cruel ao extremo, ainda há uma pitada de sadismo quando MJ escuta um pedaço da gravação!!!
A arte é irretocável. Simples e minimalista, como em outras obras de Tim Sale. Com destaque para as figuras femininas e as releituras de desenhos de John Romita Sr.
Nota? 10, com louvor!
Obra imprescindível em qualquer coleção.

26 janeiro, 2016

[OPINIÃO] Hulk - Gritos Silenciosos (Coleção Salvat)

Confesso que nunca fui um grande fã do Hulk. A fase que mais me chamou atenção foi a excelente Planeta Hulk, seguida por Hulk contra o Mundo, ambas escritas por Greg Pak. Recomendo veementemente!

Mas é claro que sempre li Hulk e uma das coisas que aprendi foi que Peter David é um dos melhores roteiristas do Golias Esmeralda. Entre as boas coisas escritas por ele estão Futuro Imperfeito, em que o Hulk se torna um ditador de um futuro distópico, o Maestro; e Hulk - O Fim, mostrando um possível fim à saga do Hulk.

Bom, voltando a este encadernado, ele marca o fim da temporada do Hulk em Las Vegas, cinza, inteligente e trabalhando como leão de chácara, o Sr. Tira-Teima. Todos imaginam que Banner/Hulk morreu e ele agora só se transforma à noite. O encadernado começa com uma história em duas partes que é nostalgia pura: Hulk e um extraordinariamente calmo e urbano Namor são atraídos para uma casa onde o Dr. Estranho está combatendo uma criatura mística de outra dimensão. Só faltou o Surfista para que víssemos Os Defensores em ação. Após resolver a questão, em que o Hulk vira peça primordial do plano da criatura de escapar de sua dimensão, um "universo estranho", para dominar a nossa, Banner resolve que chegou a hora de procurar sua esposa, Betty Ross. Sua relação com o Hulk cinza é quase cordial, com os dois dividindo o corpo e encontrando-se num plano mental (na verdade, uma espécie de esquizofrenia de Banner). A razão disso? Nenhum dos dois quer ver o Hulk verde solto novamente!!! Os diálogos entre Banner e o Hulk cinza, bem como eventuais interações com o verde são ótimos. A relação de Betty com o Hulk cinza também é divertidíssima, uma vez que ela odeia ele, mas é obrigada a conviver, como se fosse a esposa de um alcoólatra, onde Banner é o cara sóbrio e o Hulk cinza aquele cara safo que só aparece depois de umas doses de birita.

Depois, há uma história envolvendo Rick Jones e certos personagens recorrentes na cronologia da Marvel que põe mais lenha na fogueira quando traz alguém da fase Tira-Teima ao encontro de Betty Ross. Vou dizer: a confusão está formada, viu?

Ao final do volume, o Dr. Samson, aquele psiquiatra halterofilista e de cabelo verde, tenta resolver o dilema das três 'pessoas' que ocupam a mente de nosso protagonista. Não vou entrar em detalhes para não incorrer em spoilers, mas é interessantíssimo o uso que se faz de personagens do passado de Banner/Hulk, como o Mestre do Picadeiro (dono daquele circo em que o Hulk se apresentou na primeira aventura dos Vingadores) e os pais de Banner. Essa história nitidamente influenciou o Hulk de Ang Lee. Isso, por si só, já valeria a leitura. Mas o encadernado como um todo é muito bom de se ler. A única ressalva é que você percebe que tramas que finalizam ali e outras que iniciam, o que te deixa com aquela sensação de "Como assim? O que aconteceu? E agora?"

Por fim, Dale Keown é um dos melhores artistas que já passou pelas páginas do Golias Esmeralda. Seu traço lembra um pouco John Byrne, mas também Mike Zeck. Arte belíssima.
Nota: 9,0

31 agosto, 2015

Capitão América: a escolha (para ler online)

Sinopse:
Durante anos Steve Rogers lutou pelo seu país como o lendário Capitão América. Agora, o mesmo soro do supersoldado que desemvolveu seu corpo ao ápice da condição humana está prestes a causar sua morte, e ele precisa encontrar alguém para assumir o seu lugar. Estará o cabo James Newman à altura do legado do Sentinela da Liberdade? Capitão América: A Escolha é uma história sobre coragem, honra, lealdade e sacrifício, qualidades que distinguem o verdadeiro herói das pessoas comuns, trazida até vocês pelo romancista David Morrell - autor de First Blood, livro que inspirou a série Rambo - e pelo ilustrador Mitch Breitweiser (Drax, o Destruidor).
Corresponde ao nº 55 da Coleção Salvat.
 
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