EFEMÉRIDES DO CALANGO

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20 outubro, 2017

A igreja do Diabo, de Machado de Assis, o conto que inspirou o filme "A comédia divina"


Capítulo I
De uma ideia mirífica

Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a ideia de fundar uma igreja. Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem cânones, sem ritual, sem nada. Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos. Nada fixo, nada regular. Por que não teria ele a sua igreja? Uma igreja do Diabo era o meio eficaz de combater as outras religiões, e destruí-las de uma vez.

— Vá, pois, uma igreja, concluiu ele. Escritura contra Escritura, breviário contra breviário. Terei a minha missa, com vinho e pão à farta, as minhas prédicas, bulas, novenas e todo o demais aparelho eclesiástico. O meu credo será o núcleo universal dos espíritos, a minha igreja uma tenda de Abraão. E depois, enquanto as outras religiões se combatem e se dividem, a minha igreja será única; não acharei diante de mim, nem Maomé, nem Lutero. Há muitos modos de afirmar; há só um de negar tudo.

Dizendo isto, o Diabo sacudiu a cabeça e estendeu os braços, com um gesto magnífico e varonil. Em seguida, lembrou-se de ir ter com Deus para comunicar-lhe a ideia, e desafiá-lo; levantou os olhos, acesos de ódio, ásperos de vingança, e disse consigo: — Vamos, é tempo. E rápido, batendo as asas, com tal estrondo que abalou todas as províncias do abismo, arrancou da sombra para o infinito azul.

Capítulo II
Entre Deus e o Diabo

Deus recolhia um ancião, quando o Diabo chegou ao céu. Os serafins que engrinaldavam o recém-chegado, detiveram-se logo, e o Diabo deixou-se estar à entrada com os olhos no Senhor.

— Que me queres tu? perguntou este.
— Não venho pelo vosso servo Fausto, respondeu o Diabo rindo, mas por todos os Faustos do século e dos séculos.
— Explica-te.
— Senhor, a explicação é fácil; mas permiti que vos diga: recolhei primeiro esse bom velho; dai-lhe o melhor lugar, mandai que as mais afinadas cítaras e alaúdes o recebam com os mais divinos coros...
— Sabes o que ele fez? perguntou o Senhor, com os olhos cheios de doçura.
— Não, mas provavelmente é dos últimos que virão ter convosco. Não tarda muito que o céu fique semelhante a uma casa vazia, por causa do preço, que é alto. Vou edificar uma hospedaria barata; em duas palavras, vou fundar uma igreja. Estou cansado da minha desorganização, do meu reinado casual e adventício. É tempo de obter a vitória final e completa. E então vim dizer-vos isto, com lealdade, para que me não acuseis de dissimulação... Boa ideia, não vos parece?
— Vieste dizê-la, não legitimá-la, advertiu o Senhor.
— Tendes razão, acudiu o Diabo; mas o amor-próprio gosta de ouvir o aplauso dos mestres. Verdade é que neste caso seria o aplauso de um mestre vencido, e uma tal exigência... Senhor, desço à terra; vou lançar a minha pedra fundamental.
— Vai.
— Quereis que venha anunciar-vos o remate da obra?
— Não é preciso; basta que me digas desde já por que motivo, cansado há tanto da tua desorganização, só agora pensaste em fundar uma igreja.

O Diabo sorriu com certo ar de escárnio e triunfo. Tinha alguma ideia cruel no espírito, algum reparo picante no alforje de memória, qualquer coisa que, nesse breve instante de eternidade, o fazia crer superior ao próprio Deus. Mas recolheu o riso, e disse:

— Só agora concluí uma observação, começada desde alguns séculos, e é que as virtudes, filhas do céu, são em grande número comparáveis a rainhas, cujo manto de veludo rematasse em franjas de algodão. Ora, eu proponho-me a puxá-las por essa franja, e trazê-las todas para minha igreja; atrás delas virão as de seda pura...
— Velho retórico! murmurou o Senhor.
— Olhai bem. Muitos corpos que ajoelham aos vossos pés, nos templos do mundo, trazem as anquinhas da sala e da rua, os rostos tingem-se do mesmo pó, os lenços cheiram aos mesmos cheiros, as pupilas centelham de curiosidade e devoção entre o livro santo e o bigode do pecado. Vede o ardor, — a indiferença, ao menos, — com que esse cavalheiro põe em letras públicas os benefícios que liberalmente espalha, — ou sejam roupas ou botas, ou moedas, ou quaisquer dessas matérias necessárias à vida... Mas não quero parecer que me detenho em coisas miúdas; não falo, por exemplo, da placidez com que este juiz de irmandade, nas procissões, carrega piedosamente ao peito o vosso amor e uma comenda... Vou a negócios mais altos...

Nisto os serafins agitaram as asas pesadas de fastio e sono. Miguel e Gabriel fitaram no Senhor um olhar de súplica. Deus interrompeu o Diabo.

— Tu és vulgar, que é o pior que pode acontecer a um espírito da tua espécie, replicou-lhe o Senhor. Tudo o que dizes ou digas está dito e redito pelos moralistas do mundo. É assunto gasto; e se não tens força, nem originalidade para renovar um assunto gasto, melhor é que te cales e te retires. Olha; todas as minhas legiões mostram no rosto os sinais vivos do tédio que lhes dás. Esse mesmo ancião parece enjoado; e sabes tu o que ele fez?
— Já vos disse que não.
— Depois de uma vida honesta, teve uma morte sublime. Colhido em um naufrágio, ia salvar-se numa tábua; mas viu um casal de noivos, na flor da vida, que se debatiam já com a morte; deu-lhes a tábua de salvação e mergulhou na eternidade. Nenhum público: a água e o céu por cima. Onde achas aí a franja de algodão?
— Senhor, eu sou, como sabeis, o espírito que nega.
— Negas esta morte?
— Nego tudo. A misantropia pode tomar aspecto de caridade; deixar a vida aos outros, para um misantropo, é realmente aborrecê-los...
— Retórico e sutil! exclamou o Senhor. Vai, vai, funda a tua igreja; chama todas as virtudes, recolhe todas as franjas, convoca todos os homens... Mas, vai! vai!

Debalde o Diabo tentou proferir alguma coisa mais. Deus impusera-lhe silêncio; os serafins, a um sinal divino, encheram o céu com as harmonias de seus cânticos. O Diabo sentiu, de repente, que se achava no ar; dobrou as asas, e, como um raio, caiu na terra.

Capítulo III
A boa nova aos homens

Uma vez na terra, o Diabo não perdeu um minuto. Deu-se pressa em enfiar a cogula beneditina, como hábito de boa fama, e entrou a espalhar uma doutrina nova e extraordinária, com uma voz que reboava nas entranhas do século. Ele prometia aos seus discípulos e fiéis as delícias da terra, todas as glórias, os deleites mais íntimos. Confessava que era o Diabo; mas confessava-o para retificar a noção que os homens tinham dele e desmentir as histórias que a seu respeito contavam as velhas beatas.

— Sim, sou o Diabo, repetia ele; não o Diabo das noites sulfúreas, dos contos soníferos, terror das crianças, mas o Diabo verdadeiro e único, o próprio gênio da natureza, a que se deu aquele nome para arredá-lo do coração dos homens. Vede-me gentil e airoso. Sou o vosso verdadeiro pai. Vamos lá: tomai daquele nome, inventado para meu desdouro, fazei dele um troféu e um lábaro, e eu vos darei tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo...

Era assim que falava, a princípio, para excitar o entusiasmo, espertar os indiferentes, congregar, em suma, as multidões ao pé de si. E elas vieram; e logo que vieram, o Diabo passou a definir a doutrina. A doutrina era a que podia ser na boca de um espírito de negação. Isso quanto à substância, porque, acerca da forma, era umas vezes sutil, outras cínica e deslavada.

Clamava ele que as virtudes aceitas deviam ser substituídas por outras, que eram as naturais e legítimas. A soberba, a luxúria, a preguiça foram reabilitadas, e assim também a avareza, que declarou não ser mais do que a mãe da economia, com a diferença que a mãe era robusta, e a filha uma esgalgada. A ira tinha a melhor defesa na existência de Homero; sem o furor de Aquiles, não haveria a Ilíada: "Musa, canta a cólera de Aquiles, filho de Peleu..." O mesmo disse da gula, que produziu as melhores páginas de Rabelais, e muitos bons versos de Hissope; virtude tão superior, que ninguém se lembra das batalhas de Luculo, mas das suas ceias; foi a gula que realmente o fez imortal. Mas, ainda pondo de lado essas razões de ordem literária ou histórica, para só mostrar o valor intrínseco daquela virtude, quem negaria que era muito melhor sentir na boca e no ventre os bons manjares, em grande cópia, do que os maus bocados, ou a saliva do jejum? Pela sua parte o Diabo prometia substituir a vinha do Senhor, expressão metafórica, pela vinha do Diabo, locução direta e verdadeira, pois não faltaria nunca aos seus com o fruto das mais belas cepas do mundo. Quanto à inveja, pregou friamente que era a virtude principal, origem de propriedades infinitas; virtude preciosa, que chegava a suprir todas as outras, e ao próprio talento.

As turbas corriam atrás dele entusiasmadas. O Diabo incutia-lhes, a grandes golpes de eloquência, toda a nova ordem de coisas, trocando a noção delas, fazendo amar as perversas e detestar as sãs.

Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude. Chamava-lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: Muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outros destros; aceitava a todos, menos os que não fossem nada. A demonstração, porém, mais rigorosa e profunda, foi a da venalidade. Um casuísta do tempo chegou a confessar que era um monumento de lógica. A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo? Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? e o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrado assim o princípio, o Diabo não se demorou em expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente.

E descia, e subia, examinava tudo, retificava tudo. Está claro que combateu o perdão das injúrias e outras máximas de brandura e cordialidade. Não proibiu formalmente a calúnia gratuita, mas induziu a exercê-la mediante retribuição, ou pecuniária, ou de outra espécie; nos casos, porém, em que ela fosse uma expansão imperiosa da força imaginativa, e nada mais, proibia receber nenhum salário, pois equivalia a fazer pagar a transpiração. Todas as formas de respeito foram condenadas por ele, como elementos possíveis de um certo decoro social e pessoal; salva, todavia, a única exceção do interesse. Mas essa mesma exceção foi logo eliminada, pela consideração de que o interesse, convertendo o respeito em simples adulação, era este o sentimento aplicado e não aquele.

Para rematar a obra, entendeu o Diabo que lhe cumpria cortar por toda a solidariedade humana. Com efeito, o amor do próximo era um obstáculo grave à nova
instituição. Ele mostrou que essa regra era uma simples invenção de parasitas e negociantes insolváveis; não se devia dar ao próximo senão indiferença; em alguns casos, ódio ou desprezo. Chegou mesmo à demonstração de que a noção de próximo era errada, e citava esta frase de um padre de Nápoles, aquele fino e letrado Galiani, que escrevia a uma das marquesas do antigo regime: "Leve a breca o próximo! Não há próximo!" A única hipótese em que ele permitia amar ao próximo era quando se tratasse de amar as damas alheias, porque essa espécie de amor tinha a particularidade de não ser outra coisa mais do que o amor do indivíduo a si mesmo. E como alguns discípulos achassem que uma tal explicação, por metafísica, escapava à compreensão das turbas, o Diabo recorreu a um apólogo: — Cem pessoas tomam ações de um banco, para as operações comuns; mas cada acionista não cuida realmente senão nos seus dividendos: é o que acontece aos adúlteros. Este apólogo
foi incluído no livro da sabedoria.

Capítulo IV
Franjas e franjas

A previsão do Diabo verificou-se. Todas as virtudes cuja capa de veludo acabava em franja de algodão, uma vez puxadas pela franja, deitavam a capa às urtigas e vinham alistar-se na igreja nova. Atrás foram chegando as outras, e o tempo abençoou a instituição. A igreja fundara-se; a doutrina propagava-se; não havia uma região do globo que não a conhecesse, uma língua que não a traduzisse, uma raça que não a amasse. O Diabo alçou brados de triunfo.

Um dia, porém, longos anos depois notou o Diabo que muitos dos seus fiéis, às escondidas, praticavam as antigas virtudes. Não as praticavam todas, nem integralmente, mas algumas, por partes, e, como digo, às ocultas. Certos glutões recolhiam-se a comer frugalmente três ou quatro vezes por ano, justamente em dias de preceito católico; muitos avaros davam esmolas, à noite, ou nas ruas mal povoadas; vários dilapidadores do erário restituíam-lhe pequenas quantias; os fraudulentos falavam, uma ou outra vez, com o coração nas mãos, mas com o mesmo rosto dissimulado, para fazer crer que estavam embaçando os outros.

A descoberta assombrou o Diabo. Meteu-se a conhecer mais diretamente o mal, e viu que lavrava muito. Alguns casos eram até incompreensíveis, como o de um droguista do Levante, que envenenara longamente uma geração inteira, e, com o produto das drogas, socorria os filhos das vítimas. No Cairo achou um perfeito ladrão de camelos, que tapava a cara para ir às mesquitas. O Diabo deu com ele à entrada de uma, lançou-lhe em rosto o procedimento; ele negou, dizendo que ia ali roubar o camelo de um drogomano; roubou-o, com efeito, à vista do Diabo e foi dá-lo de presente a um muezim, que rezou por ele a Alá. O manuscrito beneditino cita muitas outras descobertas extraordinárias, entre elas esta, que desorientou completamente o Diabo. Um dos seus melhores apóstolos era um calabrês, varão de cinquenta anos, insigne falsificador de documentos, que possuía uma bela casa na campanha romana, telas, estátuas, biblioteca, etc. Era a fraude em pessoa; chegava a meter-se na cama para não confessar que estava são. Pois esse homem, não só não furtava ao jogo, como ainda dava gratificações aos criados. Tendo angariado a amizade de um cônego, ia todas as semanas confessar-se com ele, numa capela solitária; e, conquanto não lhe desvendasse nenhuma das suas ações secretas, benzia-se duas vezes, ao ajoelhar-se, e ao levantar-se. O Diabo mal pôde crer tamanha aleivosia. Mas não havia que duvidar; o caso era verdadeiro.

Não se deteve um instante. O pasmo não lhe deu tempo de refletir, comparar e concluir do espetáculo presente alguma coisa análoga ao passado. Voou de novo ao céu, trêmulo de raiva, ansioso de conhecer a causa secreta de tão singular fenômeno. Deus ouviu-o com infinita complacência; não o interrompeu, não o repreendeu, não triunfou, sequer, daquela agonia satânica. Pôs os olhos nele, e disse-lhe:

— Que queres tu, meu pobre Diabo? As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão. Que queres tu? É a eterna contradição humana.

Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000195.pdf. Acesso em 20 out. 2018

19 agosto, 2016

MOLEQUE

Um belo curta que mostra uma versão realista do Chaves ambientada no Brasil. 

19 fevereiro, 2015

De volta para o futuro... do Brasil

Antes de assistir a seguinte peça de humor, entenda que foi postada exclusivamente a título de diversão, sem qualquer conotação política. Se fossem outros os personagens retratados, ainda assim seria postado se continuasse divertido.
 

02 julho, 2014

Em clima de Copa...

Num elevador estavam um argentino, um brasileiro, uma gostosa e uma freira. De repente, acaba a luz do prédio, o elevador para e fica às escuras. Ouve-se o som de um beijo seguido de um enorme tapa. Depois de alguns segundos a luz volta e todos ficam calados. 
A freira pensa: — Um dos dois deve ter beijado a garota e ela revidou com um tapa! Bem feito! 
A garota pensa: — Um dos dois deve ter tentado me beijar, acabou beijando a freira e levou um tapa! 
O argentino pensa: — Esse brasileiro de merda beijou essa gostosa e quem levou o tapa foi eu! 
O brasileiro pensa:. — Hahaha! Beijei minha mão e sentei um tapa na cara desse argentino filho da puta!

15 maio, 2011

[para baixar] Wolverine: Saudade

Wolverine: Saudade é uma história escrita e desenhada por europeus para a Marvel. Isso, por si só, já vale a leitura. Além disso, é ambientada no Brasil, no Ceará.

Comprei ela esses dias, apesar de ter saído aqui no Brasil ano passado. Gostei muito, mas tenho que fazer algumas ressalvas. O 'Brasil' mostrado na HQ parece muito mais uma Colômbia ou algum país do Caribe. Os autores trabalharam com uma visão estereotipada da América Latina. De toda forma, é uma história diferente do padrão Marvel e vale a leitura.

Para baixar, basta clicar na imagem abaixo.


Encontrei o scan no Action&Comics

23 julho, 2010

[vídeo] Caixinha, obrigado!

Incrível!!! 40 anos depois, a música do Juca Chaves parece que foi composta em 2010!
Dica do próprio Juca, em seu twitter.

03 julho, 2010

[futebol] Comentários sobre a Copa do Mundo 2010

O Brasil caiu nas quartas, mas a Argentina caiu de quatro!

A seleção visitou o Lula, a Dilma assistiu o último jogo, Mick Jagger torceu pelo Brasil. Como não sair da Copa?

Reeditando piada: Qual a semelhança entre EUA, Inglaterra, Brasil e a Luciana Gimenez? Mick Jagger fudeu os quatro!!!!

Se o Dunga queria levar um animal para a Copa, porque o Felipe Melo? Podia ter sido Pato ou Ganso.

04 março, 2010

[piada] Curtinha...

Uma fervorosa militante do PT colocou deu os seguinte nomes a seus trigêmeos: Lula, Petê e Brasil.

O marido metalúrgico liga do trabalho pra saber notícias dos filhos. A militante responde:

- Estão todos bem! Lula está brincando com seu aviãozinho. Petê está quietinho mamando. Só o Brasil é que está todo cagado.

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12 fevereiro, 2010

[notícia] ou [vergonha] Lula afirma que o Brasil está preparado para achar o "ponto G"

ponto g

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta sexta-feira (12), em discurso, que a imagem do Brasil melhorou muito e que hoje o país é um respeitado interlocutor global. Bem-humorado, o presidente mencionou em evento em Goiânia vários dos grupos internacionais que o país passou a fazer parte recentemente. E fez uma metáfora de caráter sexual.

- Por isso que o Brasil é importante no G20, é importante no G8, é importante no G3, é importante no G4. Cria um G que o Brasil está dentro. Não tem país mais preparado para encontrar o "ponto G" que o Brasil.

Vi no R7.com!


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29 maio, 2008

[quadrinhos] Carnaval de quadrinhos das quartas #17 - Autores brasileiros

Este post faz parte da publicação coletiva "Carnaval dos Quadrinhos das Quartas". A Toca do Calango estava afastada desde a edição 13, mas retorna orgulhosamente nesta 17ª edição, cujo tema são autores nacionais.
Decidi falar de um autor não tão aladeardo pelo país, mas que considero um mestre. Sua verve e criticidade é comparável à de Quino e sua Mafalda. Falo de Edgar Vasques e seu excepcional Rango.
Edgar Luiz Simch Vasques da Silva nasceu em 5 de outubro de 1949, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Publicou pela primeira vez na revista "Grilus", editada pela faculdade de Arquitetura, onde diplomou-se.Iniciou-se profissionalmente em 1968, no Correio do Povo, em Porto Alegre. Também trabalhou nos periódicos "Folha da Manhã" (RS), "Diário do Sul" (RS), "Pasquim" (RJ), "Coojornal", “Jornal do Inter”, “Jornal do Grémio” além das revistas "Versus", “Ovelha Negra” e "Playboy" (onde senhava as aventuras do Analista de Bagé com argumento de L. F. Veríssimo).

Cliquem para ampliar!
Edgar Vasques atua também como ilustrador de livros e tem uma longa carreira de chargista nos mais de 500 números do extinto jornal gaucho Diário do Sul. Publicou no exterior pela revista "Charlie" (França). Criador do personagem Rango, é autor de 13 livros com seu personagem e participou de várias antologias, além da versão quadrinizada do Analista de Bagé (final da década de 80). Para quem não sabe, o Analista de Bagé é um personagem de crônicas criado pelo conhecido escritor Luís Fernando Veríssimo.
Mas seu personagem mais célebre é, sem dúvida, o já citado Rango. No início dos anos 70, Edgar Vasques criou um personagem que tinha a intenção de mostrar a cara do Brasil: Rango, um desempregado pobre e barrigudo que vivia em um depósito de lixo. Com muita crítica social - e, obviamente, econômica e política - as tiras do personagem fizeram sucesso em publicações universitárias e logo alcançaram grandes jornais. A primeira aparição de Rango foi na revista Grilus, a revista do Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde Vasques então estudava. A partir de 1973, Rango ocupou as páginas de vários periódicos brasileiros, como Pasquim e Folha da Manhã. Fazendo parte do boom de humor da década de 70, simbolizou a resistência à ditadura militar.
Em 1974, a editora LP&M lançou seu primeiro livro, tendo o personagem como tema e com prefácio do escritor Érico Veríssimo, que se declarava fascinado pelo personagem e pelas situações tragicômicas que ele vivia. Vasques nunca deixou de desenhar Rango - assim como, infelizmente, os problemas de desigualdade social que o personagem retrata nunca deixaram de existir (pelo contrário, em alguns casos até se agravaram) -, mas o personagem perdeu um pouco do espaço que tinha nos jornais, ainda que seja mais atual que nunca. Recentemente, em 1998, a LP&M lançou uma edição comemorativa, O Gênio Gabiru, trazendo 160 tirinhas inéditas em uma só publicação. E, como bem resumem os editores da publicação, “mudaram as moscas, mas a paródia continua cada vez mais real”.
Rango é um desempregado que vive em um lixão, em companhia do filho e de um coleguinha dele (aparentemente um menor abandonado), do cachorro Sarna e de outros personagens típicos da miséria social. Nas tiras são satirizadas/criticadas situações de fome, frio, falta de dinheiro, política econômica, política social (a falta de uma) e por aí afora. O humor é dilacerante, acentuado pelos traços simples e propositadamente sujos da tira. Difícil saber se é para rir ou chorar, por exemplo, quando o garotinho abandonado ao ouvir a pesquisa de que cada brasileiro consome duas balas por dia responde, com naturalidade: “uma de 22 e uma de 38”.

Além de Rango, o cachorro e dos dois garotinhos, aparecem, entre outros, o velho Baba, sempre bêbado; o véio Dica, que nunca sai de dentro de sua lata de lixo; o “pesquisador” Bedelho; o mendigo peruano; vovô Ratz (um rato que vive no lixão); o cantador nordestino Cantochão e, mais recentemente, o débil-mental gênio Gabiru.
Curiosidade: Rango contra a ditadura - Nos tempos ditadura militar, a tira de Rango foi uma dos principais responsáveis pelo “empastelamento” do lendário jornal Pasquim. Atualmente, no entanto, Rango está estimulando a reflexão em outro jornal, que tem uma missão tão ou mais nobre que a do extinto jornal de Ziraldo e companhia: o Jornal da Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente, a Amencar (http://www.amencar.org.br)
E, como percebe-se em seu personagem, Vasques sempre foi um engajado. Fundou a Grafistas Associados do Rio Grande do Sul (Grafar), do qual já fizeram Kipper, Alan Sieber, Adão Itarrusgarai, Rodrigo Rosa e hoje (2001) fazem parte Fábio Zimbres, Uberti, Schröder, Hals e Bier entre outros. Trata-se de uma entidade informal, que auxilia na formação de cartunistas e em sua participação em sindicatos e eventos de âmbito internacional (como no caso do Fórum Social Mundial, onde os cartunistas fizeram charges que foram reproduzidas no Le Monde Diplomatique, em banners por Porto Alegre, cartazes e em traseiras de ônibus, tematizando a globalização). Ou vocês acham que ser quadrinista brasileiro é fácil?

Fontes:
Vejam outros artigos desta edição em:


05 abril, 2008

[humor] 10 motivos para ser argentino - se é que existem!

1- Nenhum.
2- Ser resultado do cruzamento de índio com italiano, mas pensar que é inglês.
3- Nenhum.
4- Achar que o vinho de Mendoza é melhor que o Chileno.
5- Nenhum.
6- Acreditar que são os melhores no futebol (na verdade, em tudo!).
7- Nenhum.
8- Ser vizinho do Brasil.
9- Nenhum.
10- Ter o maior orgulho dos sapatos nacionais, mesmo que não consigam mais comprá-los . . .

E, só pra sacanear argentinos (esporte nacional), aqui vão 10 motivos para ser brasileiro:

1- O melhor futebol do mundo!
2- Praia!
3- Caipirinha, na praia!
4- Desvalorizar o Real e ferrar com a Argentina, sem ter tido a inflação de volta.
5- Vatapá, feijoada, tutu de feijão, moqueca capixaba, virado a paulista e churrasco.
6- Mulheres de biquini, loiras, morenas, ruivas, orientais, mulatas.
7- Morar na América do Sul e não ter que falar espanhol.
8- Ter a mesma nacionalidade que Deus.
9- Ter um artilheiro de 34 anos que não cheira cocaína.
10- Ter a felicidade de não ter nascido na Argentina.

Ctrl+C, Ctrl+V: Copia meu filho, via: http://humortifero.com.br/

25 outubro, 2007

[blog] NewsErrado

Sei que todos os leitores da Toca do Calango devem conhecer o NewsErrado, mas estou citando-o aqui em retribuição à homenagem que prestou à Toca.
Como bem dito pelos amigos do
NewsErrado, a cultura blogueira pode trazer algo de realmente bom para os editores e freqüentadores de blogs: as relações de amizade que não existem em sites tradicionais e nem no Orkut.
Quando cito blogs aqui, é porque realmente gosto e visito tais blogs. Quando coloco seus banners, é porque acho que seu conteúdo tem a ver com os princípios da Toca do Calango.
Sei que muitos blogs fazem "parcerias" de maneira desenfreada, colocando centenas de banners em suas páginas, de maneira a aumentar o número de visitas e tornam-se gigantes da blogosfera, a ponto de entrarem em mapas e álbuns de figurinhas. Mas esta não é a política deste blog e nem à do parceiro
NewsErrado.
Por último, se por um absurdo acaso ainda não conhecem o
NewsErrado, dêem uma passadinha lá depois que saírem da Toca do Calango.

Calango.


P.S.: Sobre mapas... Sabem porque a Toca do Calango não aparece em nenhum dos lados da blogosfera brasileira? É porque fica debaixo da terra. É uma toca, oras!!!
Mas ainda iremos à superfície. A era dos grandes calangos voltará!!! HUAHUAHUAHUAHUA...
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