EFEMÉRIDES DO CALANGO

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17 abril, 2016

[OPINIÃO] Superman/Batman: Supergirl

Essa história é uma continuação direta de "Superman/Batman: Inimigos Públicos" e, assim como aquela, teve uma animação lançada em 2010. E a história tem um ritmo tão bom, um roteiro tão perfeito, que a animação é basicamente uma transposição da HQ, sem maiores alterações.
Mais um roteiro sensacional do Jeph Loeb, o que me faz lembrar que ele também escreveu "Os Supremos 3". Qual a relevância disso? É que ninguém é perfeito! "Os Supremos 3" é muito ruim!
Bom, mas voltando a Supergirl, o mais legal aqui é ver os pensamentos de Superman e Batman ao longo da história e paralelos aos mesmos eventos. O Superman acredita desde o começo nesse milagre: uma sobrevivente de Kripton, o que significa que ele não está mais sozinho e, ainda por cima, sua prima, uma familiar. O Batman obviamente é partidário daquela velha máxima: "Quando a esmola é demais, o santo desconfia". É muita coincidência, logo depois dos eventos de Inimigos Públicos, em que um meteoro de kriptonita ameaça destruir a Terra e Lex Luthor (presidente dos EUA) afirma que o objeto celeste é atraído pelo Superman, surgir uma kriptoniana que é familiar do Superman e que consegue aprender a viver na Terra e lidar com o Superman como poucas pessoas conseguem.

A tensão emocional entre os dois maiores ícones da DC cresce ao longo da história, permitindo até mesmo ataques impensados do Superman sobre fatos do passado que machucam profundamente o morcego. A presença posterior da Mulher-Maravilha nesta história, assim como vimos recentemente no filme BvS é essencial, embora muito mais ativa nessa HQ.
Ao fim e ao cabo, os três heróis são levados a uma jornada em busca da verdade sobre Supergirl que demonstra o melhor de cada um deles. Superman, a esperança de um mundo melhor. Mulher-Maravilha, o pragmatismo da guerreira. E Batman, a engenhosidade e excelência do homem quando chamado à luta. Assim como Batman demonstrou inventividade para enfrentar o Superman em várias ocasiões, consegue estabelecer um plano que o faz vencer adversários até mesmo em Apokolips.
Sobre o desenho, é soberbo, pois se trata de Michael Turner, excelente desenhista descoberto por Marc Silvestri numa convenção de quadrinhos e que permaneceu na 9ª arte por apenas 10 anos, pois morreu de câncer em 2008. Embora suas mulheres fossem magérrimas, o trabalho anatômico era muito bom e os rostos sempre belos.
 
Nota: 10,0
Como todo encadernado Eaglemoss, sempre há uma história antiga do personagem-tema. Neste caso, a reprodução da Action Comics #252 (1962), onde a Supergirl é apresentada aos quadrinhos pela primeira vez. Com a natural inocência da Era de Prata, a Supergirl também chega à Terra num foguete enviado por seu pai Zor-El, mas as explicações do porque ela é muito mais nova que Superman e como já sabe inglês seriam inconcebíveis hoje. De toda forma, um bom paralelo a ser feito com essa nova origem contada por Jeph Loeb é que o Superman não duvida em nenhum instante da história contada por Kara Zor-El e já a assume como prima. O ponto positivo é que a história procura explicar com alguma eficácia o porquê da Supergirl não ter ido morar com Clark Kent, mas ter ficado em um orfanato. Antes, eu ficava me perguntando que espécie de Superman é esse que deixa a única parente viva num orfanato. :D
 
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