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07 novembro, 2013

O macaco alienígena encontrado em 1953 na Geórgia (EUA)

Sherley Brown com o macaco em 1998 
Em um bar em 8 de julho de 1953, dois jovens barbeiros fizeram uma aposta com seu amigo açougueiro: a de que um dos homens conseguiria colocar seu nome na primeira página do jornal local.

Eles apertaram as mãos e os barbeiros começaram a trabalhar para alcançar seu objetivo. Eles começaram comprando um macaco rhesus em um petshop local e dando-lhe uma dose letal de clorofórmio. Depois que o animal estava morto, eles depilaram todo o seu pelo e cortaram sua cauda. Por fim, tingiram o pobre macaco com corante verde. O resultado foi uma criatura que parecia decididamente alienígena.

Quando já estava suficientemente assustadora, os homens a lançaram no chão de uma estrada e criaram um pequeno círculo de fogo com um maçarico em volta do bicho. O próximo passo óbvio foi chamar a polícia.

O policial Sherley Brown e seu parceiro estavam fazendo uma patrulha de rotina perto de Austell, Geórgia, quando viram uma caminhonete parada no meio da estrada. O que eles encontraram foi a cena mais inusitada de suas carreiras como oficiais: três jovens assustados – Ed Watters (barbeiro, 28 anos), Tom Wilson (barbeiro, 20 anos), e Arnold “Buddy” Payne (açougueiro, 19 anos), esperando nervosamente ao lado da pista. Deitado na frente do veículo dos rapazes, iluminado pelos seus faróis, estava uma bizarra criatura de 60 centímetros de altura que parecia um alienígena.

A história contada pelos meninos – de que tinham encontrado um OVNI e um bando de aliens, atropelado um deles com seu carro, mas é claro que vários outros haviam fugido em sua nave espacial – seria bastante inacreditável, não fosse pela visão estranha ao chão da estrada.

Ed Watters ganhou sua aposta, US$ 10, pois dentro de algumas horas, não só o jornal local, como meios de comunicação nacionais estamparam sua história nas suas capas. A polícia foi bombardeada com telefonemas de outras pessoas que definitivamente tinham visto os marcianos, e jornalistas de todos os cantos vieram até à cidade. Pior ainda: quando um veterinário local examinou o corpo e proclamou que “não parecia deste mundo”, até mesmo a Força Aérea dos EUA demonstrou interesse, enviando seus próprios homens para investigar o ocorrido.

Dr. Mickle (direita) e Ed Watters (esqueda)
Dr. Mickle (direita), 'alien' (centro) e Ed Watters (esqueda)
O conto só foi desmitificado quando o Dr. Herman Jones, chefe do laboratório criminal do estado da Geórgia, entrou em cena e confiscou a criatura, levando-a para a Universidade de Emory (EUA) para ser examinada por dois professores de anatomia, Marlon Hines e W.A. Mickle. Os professores determinaram rapidamente que ela só seria de origem extraterrestre se houvesse macacos em Marte. Dr. Mickle acrescentou: “Se é do espaço sideral, eles não inventaram nada de novo”.
Quando confrontados com as opiniões dos especialistas, os jovens confessaram. A história foi retratada em todos os jornais, e Watters acabou no vermelho, porque o macaco lhe custou US$ 50, e a polícia o multou em US$ 40 por obstruir a rodovia.
Os meninos logo caíram no esquecimento do público, mas sua pegadinha tem sobrevivido ao tempo. Até o macaco raspado ainda permanece em um frasco no laboratório criminal da Geórgia, acessível a curiosos e repórteres que escrevem sobre histórias estranhas do passado. 


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